100 Rifles - 1969
- Diretor Tom Gries
- Código: NA-P65-2316-FAR-LT
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
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Etiquetas: 100 Rifles, Burt Reynolds, Raquel Welch, Jim Brown, Fernando Lamas, Dan O’herlihy, Tom Gries, 1969, Western, faroeste, Revolução Mexicana, índios Yaqui, romance interracial, roubo a banco, fora-da-lei, xerife, mulher guerreira, revolucionário, revolta camponesa, emboscada, descarrilamento de trem, armas, rifles, metralhadora, fuzilamento, execução, enforcamento, cerco, fortaleza, deserto, sonora, faroeste negro, beijo interracial, violência, ação, vingança, baseado em livro, década de 1910, estilo spaghetti western
Em 1912, o xerife e ex-cavalariano afroamericano Lyedecker (Jim Brown) cruza a fronteira do Arizona com o México e vai até a região de Sonora, em perseguição ao ladrão de bancos Yaqui Joe Herrera (Burt Reynolds). Quando o encontra num pequeno povoado, vê que Joe está para ser fuzilado pelo sádico General Verdugo (Fernando Lamas) por ter usado o dinheiro que roubara (6 mil dólares) para comprar rifles para o seu povo índio, os Yaqui, que estão em guerra contra os mexicanos. Lyedecker não desiste de levar o homem para o Arizona e o general acaba por achar que os dois são aliados. A dupla é salva pela vingativa rebelde Sarita (Raquel Welch) e, ao tentar se livrar de Verdugo, Lyedecker se torna, mesmo contra a vontade, um novo líder e herói para os nativos rebeldes.
| Registro da Obra | |
| Título Original | 100 Rifles |
| Título | 100 Rifles |
| Ano | 1969 |
| Direção | Tom Gries |
| Países de origem | Estados Unidos |
| Gênero | Faroeste, Western, Ação, Aventura |
| Cores | Colorido |
| Elenco | Jim Brown, Raquel Welch, Burt Reynolds, Fernando Lamas, Dan O Herlihy, Eric Braeden, Michael Forest, Aldo Sambrell, Soledad Miranda, Alberto Dalbés, Charly Bravo, José Manuel Martín, Akim Tamiroff, Sancho Gracia, Lorenzo Lamas |
| Duração | 109 Min. Aprox. |
| Idioma Original | Inglês |
| Registro da Edição | |
| Dublagem | Português |
| Legenda | Português, Espanhol, Alemão, Polonês, Portugues Europeu, Romeno |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Produzido no auge da transição do western clássico para formas mais violentas e politizadas no final da década de 1960, o filme surge como uma obra híbrida que combina elementos do western tradicional americano com influências do cinema europeu, especialmente nas locações espanholas e na abordagem mais crua da violência e da moralidade; inserido num momento de transformação da indústria, o longa dialoga com temas raciais e políticos contemporâneos, refletindo tensões sociais da época e expandindo o papel de protagonistas afro-americanos no gênero. |
| Contexto Histórico | Ambientado em 1912 durante conflitos ligados à Revolução Mexicana, o filme retrata a opressão do povo Yaqui pelo exército mexicano e insere sua narrativa em um período marcado por instabilidade política, resistência armada e disputas territoriais na fronteira entre México e Estados Unidos; ainda que dramatizado, o contexto dialoga com episódios históricos de repressão indígena e insurgência revolucionária. |
| Curiosidades de Produção | Filmado na Espanha apesar de ambientado no México, o longa foi produzido por um estúdio americano e frequentemente confundido com spaghetti western, embora não se enquadre tecnicamente no movimento; durante as filmagens, Burt Reynolds pagou do próprio bolso um dublê negro após discordar de uma prática racialmente problemática proposta pela produção, evidenciando tensões culturais no set. |
| Erros de gravação | Durante a luta na torre de água, um buraco é aberto no tanque por onde um personagem sai, porém em cena posterior a estrutura aparece com danos completamente diferentes; em outra sequência, lágrimas visíveis no rosto de Sarita desaparecem completamente segundos depois sem continuidade; a camisa do personagem de Jim Brown apresenta rasgos inconsistentes entre cenas; após um confronto no deserto, o cenário muda abruptamente de terreno árido para uma área com rio e vegetação; a metralhadora em uma varanda não causa danos visíveis na estrutura apesar da trajetória dos disparos; em uma cena de queda, uma corda de segurança torna-se visível; durante a explosão de um canhão no trem, é possível ver o mecanismo que o derruba; há também um anacronismo envolvendo notas de dinheiro de 1915 em uma história ambientada em 1912. |
| Estilo do Diretor | Tom Gries constrói sua linguagem cinematográfica a partir de uma base clássica do western americano, porém adaptada às transformações do final dos anos 1960, incorporando maior intensidade física, violência mais explícita e uma abordagem narrativa mais direta; sua mise-en-scène privilegia ação contínua, com enquadramentos abertos que exploram o espaço geográfico como elemento dramático, enquanto a montagem favorece ritmo acelerado e progressão constante; ao mesmo tempo, Gries insere tensões sociais e raciais na narrativa sem recorrer a simbolismos complexos, optando por uma abordagem funcional que aproxima o filme do realismo pragmático e do western de transição. |
| Legado e Importância | “100 Rifles” ocupa um lugar singular na história do western por representar uma obra de transição entre o modelo clássico e o western moderno, antecipando tendências que seriam aprofundadas na década seguinte; destaca-se pela abordagem de temas raciais e pela inclusão de uma relação interracial em posição central, algo ainda incomum no cinema comercial da época, refletindo mudanças culturais e sociais dos Estados Unidos no final dos anos 1960; apesar de não ter alcançado grande sucesso comercial, permanece relevante como documento de uma fase de transformação do gênero e como exemplo de western politizado. |
| Observações Técnicas | Produzido em película 35mm com proporção de imagem aproximada de 1.85:1 e exibido em cores pelo processo DeLuxe, o filme apresenta fotografia captada em locações reais na região de Almería, Espanha, escolhida por suas semelhanças com paisagens mexicanas e custos reduzidos; a trilha sonora composta por Jerry Goldsmith reforça o tom épico e dramático da narrativa, enquanto o uso de figurantes e efeitos práticos contribui para a construção de sequências de ação extensas e fisicamente realistas. |
| Recepção Crítica | A recepção crítica foi majoritariamente mista, com elogios direcionados à energia das cenas de ação, ao carisma do elenco principal e à abordagem ousada de temas raciais, mas críticas voltadas à construção narrativa irregular e ao potencial não totalmente explorado; o filme também teve desempenho financeiro abaixo do esperado, não recuperando totalmente seu investimento inicial, o que reforça sua posição como obra subestimada dentro do gênero. |
| Nota da Curadoria | Um western que se posiciona exatamente no ponto de ruptura do gênero, “100 Rifles” não busca a pureza formal do faroeste clássico, mas sim a fricção entre tradição e mudança; sua força reside menos na estrutura narrativa e mais no contexto em que foi produzido, revelando um cinema que começa a incorporar tensões sociais reais, especialmente em relação à representação racial e à violência política; para o colecionador, trata-se de uma obra essencial não pelo acabamento, mas pelo seu valor histórico e pela forma como antecipa transformações que definiriam o western moderno. |
| Movimento Cinematográfico | Cinema clássico hollywoodiano, Western de transição, Influência Spaghetti Western |