Almas à Venda - 1923
- Diretor Rupert Hughes
- Código: NA-DP-7053-DRA-LTS
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
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Uma jovem mulher abandona o marido logo após um casamento impulsivo ao perceber que ele esconde um passado criminoso e perigoso, fugindo sozinha para o deserto onde, por acaso, encontra uma equipe de filmagem e tem seu primeiro contato com o mundo do cinema, iniciando uma jornada inesperada rumo à fama em Hollywood, enquanto tenta escapar de um homem que assassina mulheres por dinheiro e que ameaça destruir sua vida e carreira, em um retrato singular que mistura romance, drama e bastidores reais da indústria cinematográfica dos anos 1920, revelando tanto o encanto quanto os perigos ocultos por trás do estrelato.
| Registro da Obra | |
| Título Original | Souls for Sale |
| Título | Almas à Venda |
| Ano | 1923 |
| Direção | Rupert Hughes |
| Países de origem | Estados Unidos |
| Gênero | Comédia, Drama, Romance |
| Cores | Preto & Branco |
| Elenco | Eleanor Boardman, Remember 'Mem' Steddon, Mae Busch, Robina Teele, Barbara La Marr, Leva Lemaire, Richard Dix, Frank Claymore, Frank Mayo, Tom Holby, Lew Cody, Owen Scudder, Forrest Robinson, Rev. John Steddon, Edith Yorke, Mrs. Steddon, Snitz Edwards, Komical Kale, William Haines, Pinkey, Dale Fuller, Abigail Tweedy, Erich von Stroheim, Jean Hersholt, Charles Chaplin, Fred Niblo, Roy Atwell, Arthur Tirrey, Eve Southern, Miss Velma Slade, T. Roy Barnes, Zasu Pitts, Kathlyn Williams, June Mathis, Elliott Dexter, Barbara Bedford, John St. Polis, John Sainpolis, Chester Conklin, Aileen Pringle, Lady Jane, William Orlamond, Lord Fryingham, William H. Crane, Kenneth C. Beaton, K.C.B., Marshall Neilan, Claire Windsor, Raymond Griffith, Hobart Bosworth, Mariska Aldrich, Sylvia Ashton, Mrs. Kale, Hugo Ballin, Mabel Ballin, Yale Boss, Prop Man, Margaret Bourne, Grace Coleman, Sam Damen, Violinist, Patterson Dial, Actress, Robert Edeson, Claude Gillingwater, Rita Gilman, Dagmar Godowsky, Elaine Hammerstein, Jean Haskell, Roberta Hewston, Arthur Hoyt, Jimmy Leland, Rush Hughes, Bynunsky Hyman, David Imboden, R.H. Johnson, Helen Kassler, Fred Kelsey, Detective Quinn, Alice Lake, Rhea Le Fort, Bessie Love, Joan Lowell, Patsy Ruth Miller, May Milloy, Mrs. Sturges, Ruth Mitchell, George Morgan, Spofford, Charles Murphy, Joe Murphy, Motorist, Anna Q. Nilsson, L.J. O'Connor, Walter Perry, Lon Poff, Jed Prouty, Magnus, Jack Richardson, Milton Sills, Anita Stewart, Blanche Sweet, Auld Thomas, Sarah Thomas, Florence Vidor, King Vidor, Johnnie Walker, George Walsh, Leo Willis |
| Duração | 90 Min. |
| Produtor | Rupert Hughes |
| Registro da Edição | |
| Idioma | Mudo |
| Legenda | Espanhol, Inglês, Português, Russo |
| Nota de Edição | A legenda em inglês corresponde aos intertítulos originais do filme, sendo parte integrante da obra, não havendo opção de seleção de legendas no player. |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Produzido no auge do cinema mudo americano, o filme surge como uma obra singular dentro da década de 1920 ao explorar de forma autorreferencial a própria indústria cinematográfica, apresentando bastidores reais de produções e participações de figuras históricas como Charlie Chaplin e Erich von Stroheim, funcionando simultaneamente como narrativa ficcional e documento histórico sobre o funcionamento dos estúdios, o star system emergente e a construção do mito de Hollywood, consolidando-se como uma obra híbrida entre entretenimento e registro cultural de um período de transição da indústria. |
| Contexto Histórico | Inserido no período de consolidação de Hollywood como centro global da produção cinematográfica, o filme reflete uma indústria em rápida expansão marcada pela profissionalização dos estúdios, pela formação do sistema de estrelas e pela crescente influência cultural do cinema, ao mesmo tempo em que responde às críticas morais da época ao tentar retratar o meio cinematográfico sob uma ótica mais positiva, funcionando como uma peça de legitimação cultural e industrial. |
| Curiosidades de Produção | O filme apresenta participações reais de grandes nomes do cinema mudo como Charlie Chaplin e Erich von Stroheim, capturados em cenas autênticas de filmagens, incluindo registros raros dos bastidores de produções como A Woman of Paris e Greed, além de ter sido considerado perdido por décadas até a redescoberta de cópias incompletas em arquivos e coleções privadas entre os anos 1980 e 1990, sendo posteriormente restaurado e reintroduzido ao público, o que reforça seu valor histórico e documental dentro do cinema. |
| Erros de gravação | Entre os erros identificados encontram-se falhas de continuidade em cenas dentro do trem, onde a posição do braço de personagens muda abruptamente entre cortes, além de inconsistências culturais em sequências ambientadas no Egito que mostram mulheres veladas sentadas ao lado de homens em situações socialmente improváveis para o contexto histórico representado, bem como pequenos erros em intertítulos que apresentam construções gramaticais incorretas, evidenciando limitações de revisão típicas da produção acelerada do cinema mudo. |
| Estilo do Diretor | Rupert Hughes adota uma abordagem narrativa híbrida que combina melodrama tradicional com elementos autorreferenciais, utilizando o cinema dentro do cinema como ferramenta de construção dramática, privilegiando uma linguagem direta e didática, com forte presença de intertítulos explicativos e uma estrutura linear que reflete tanto sua formação literária quanto sua intenção de defender a indústria cinematográfica, criando uma obra que oscila entre ficção emocional e discurso institucional sobre Hollywood. |
| Legado e Importância | Considerado um documento raro sobre os bastidores do cinema mudo, o filme adquiriu grande relevância histórica após sua redescoberta, sendo valorizado não apenas como obra narrativa, mas como registro visual autêntico da indústria hollywoodiana em formação, incluindo imagens únicas de cineastas e sets reais, tornando-se referência para estudos sobre o início do sistema de estúdios e a construção do star system. |
| Observações Técnicas | Produzido originalmente em película 35mm no formato padrão da época, o filme utiliza intertítulos em inglês para conduzir a narrativa, apresenta fotografia em preto e branco com enquadramento clássico e duração aproximada de 90 minutos, tendo passado por diferentes versões ao longo do tempo devido à perda parcial de materiais originais e posterior reconstrução a partir de cópias incompletas encontradas em arquivos e coleções privadas. |
| Recepção Crítica | O filme foi bem recebido em sua época como um exemplo sólido do entretenimento hollywoodiano, sendo descrito por críticos contemporâneos como uma defesa eloquente da indústria cinematográfica e de seus valores, enquanto análises modernas reconhecem sua importância histórica, mas apontam limitações narrativas e inconsistências tonais, destacando-o mais como documento cultural do que como obra-prima artística. |
| Nota da Curadoria | Uma obra singular que transcende a ficção ao registrar o próprio nascimento do mito de Hollywood, revelando seus bastidores com autenticidade rara e tornando-se peça indispensável para colecionadores que buscam compreender não apenas o cinema mudo, mas o próprio funcionamento da indústria em seus primeiros anos. |
| Citações | Diálogos | Are you real or a mirage? |
| Movimento Cinematográfico | Cinema mudo, Cinema clássico hollywoodiano |