Novidades
99 Mulheres - 1969
R$14,90
Em uma ilha tropical isolada, duas fortalezas penitenciárias — uma destinada a mulheres e outra a homens — formam um sistema de confinamento governado pela violência, pela corrupção e pelo desaparecimento gradual de qualquer garantia de dignidade. Quando Marie chega ao Castillo de la Muerte, recebe o número 99 e descobre que, naquele território apartado do mundo, o nome, o passado e a esperança das prisioneiras são substituídos pela obediência. A diretora Thelma Diaz governa o setor feminino por meio de humilhações e punições, enquanto o governador Santos utiliza a distância geográfica e o silêncio institucional para preservar uma estrutura de exploração que transforma os corpos das detentas em instrumentos de poder.A sucessão de mortes suspeitas leva as autoridades a enviar Leonie Caroll para assumir a administração da prisão e investigar as condições internas. Sua chegada parece abrir uma possibilidade de mudança, sobretudo para Marie, que espera recuperar o direito de ter seu caso examinado. Contudo, as limitações impostas pelo governador, a resistência da antiga direção e a própria arquitetura do sistema revelam que a substituição de uma autoridade não basta para desmontar uma organização fundada no abuso. Desiludida, Marie passa a enxergar a fuga não como aventura, mas como o último gesto possível de sobrevivência.Ao lado de outras prisioneiras, ela atravessa a mata que separa as duas penitenciárias, perseguida por guardas armados e exposta a perigos ainda mais imprevisíveis fora das muralhas. Jesús Franco constrói o enredo como um drama prisional de atmosfera opressiva, no qual o isolamento físico corresponde à suspensão da lei e da identidade individual. Entre exploitation, horror carcerário e melodrama sombrio, 99 Mulheres observa como instituições fechadas podem transformar disciplina em sadismo, proteção em domínio e liberdade em uma promessa continuamente adiada...
Clube Paraíso - 1986
R$12,90
Ferido durante uma ocorrência que encerra sua carreira no Corpo de Bombeiros de Chicago, Jack Moniker abandona a vida urbana e muda-se para Saint Nicholas, uma pequena ilha caribenha onde pretende recomeçar com o dinheiro recebido do seguro. Ali conhece Ernest Reed, músico de reggae e proprietário de um estabelecimento à beira-mar ameaçado por dívidas e irregularidades administrativas. A amizade entre os dois conduz à criação do Clube Paraíso, uma hospedagem improvisada promovida como destino tropical privilegiado, embora sua estrutura precária esteja muito distante da imagem prometida aos visitantes.A chegada dos turistas transforma o resort em um microcosmo de expectativas, frustrações e desencontros culturais. Casais em crise, viajantes em busca de aventuras amorosas e uma jornalista especializada em turismo descobrem que o paraíso anunciado depende de improvisação constante. Enquanto Jack tenta administrar os hóspedes e Ernest preserva a identidade musical e comunitária do lugar, o empresário Voit Zerbe procura assumir a propriedade para convertê-la em um empreendimento mais lucrativo, contando com a pressão exercida pelo primeiro-ministro Solomon Gundy e pelas frágeis instituições da ilha.Sob a direção de Harold Ramis, Clube Paraíso desenvolve-se como comédia coral, distribuindo o humor entre Robin Williams e um conjunto de intérpretes ligados à tradição da improvisação e da comédia de esquetes. Ramis alterna diálogos rápidos, episódios de constrangimento, humor físico e sátira institucional, utilizando a desorganização do resort como reflexo da própria instabilidade política e econômica de Saint Nicholas. A narrativa episódica privilegia o choque entre personalidades e permite que figuras como os hóspedes ansiosos, o governador britânico interpretado por Peter O’Toole e os administradores locais componham uma visão simultaneamente cômica e crítica daquele universo.À medida que a disputa comercial se converte em confronto político, a leve comédia de férias aproxima-se de uma farsa sobre especulação imobiliária, turismo predatório e permanência de estruturas coloniais. A paisagem tropical deixa de funcionar apenas como cenário de evasão e passa a representar um território disputado entre aqueles que o tratam como mercadoria e aqueles que nele reconhecem vínculos de sobrevivência e pertencimento. Clube Paraíso encontra sua identidade nessa tensão entre fantasia turística e realidade insular, articulando amizade, música, resistência comunitária e crítica social dentro do registro popular da comédia norte-americana dos anos 1980...
O Silêncio é de Ouro | Silêncio de Ouro - 1947
R$14,90
Na Paris de 1906, quando o cinema ainda era uma arte jovem, artesanal e próxima das barracas de feira, Émile Clément dirige um pequeno estúdio dedicado à produção de curtas-metragens populares. Experiente, elegante e seguro de seu domínio sobre as mulheres, ele conduz atores, técnicos e cenários improvisados com a mesma desenvoltura com que organiza a própria vida sentimental. Ao seu lado trabalha Jacques Francet, jovem assistente de temperamento sensível, a quem Émile procura ensinar uma visão despreocupada do amor, baseada na conquista, na distância emocional e na certeza de que nenhum romance deve comprometer a liberdade masculina.O equilíbrio entre os dois se transforma quando Madeleine Célestin chega a Paris em busca do pai. Filha de um antigo conhecido de Émile e de uma mulher que marcou profundamente o passado do cineasta, Madeleine é acolhida em seu círculo e introduzida ao ambiente do estúdio. Sua presença desperta em Émile um sentimento que já não se confunde com suas aventuras habituais. Ao mesmo tempo, a jovem aproxima-se de Jacques, estabelecendo uma relação que ameaça converter a amizade e a cumplicidade profissional dos dois homens em rivalidade.René Clair organiza esse triângulo afetivo dentro de uma recriação afetuosa dos primeiros anos do cinema francês. Filmagens encenadas diante da câmera, cenários pintados, efeitos rudimentares, atores melodramáticos e técnicos em constante movimento transformam o estúdio em um pequeno universo onde a vida real começa a imitar as histórias fabricadas para a tela. A comédia nasce dos equívocos, dos conselhos amorosos que retornam contra quem os formulou e da distância entre a imagem de conquistador cultivada por Émile e sua crescente vulnerabilidade diante de Madeleine.Mais do que uma comédia romântica, O Silêncio é de Ouro observa a passagem do tempo, o amadurecimento e a dignidade necessária para reconhecer que determinados sentimentos já pertencem a uma geração mais jovem. Maurice Chevalier constrói Émile como um homem espirituoso e sedutor, mas também consciente de que sua experiência não lhe concede domínio absoluto sobre o desejo alheio. François Périer e Marcelle Derrien dão ao romance juvenil uma delicadeza que contrasta com a sofisticação defensiva do protagonista. Entre nostalgia, humor e melancolia, o filme transforma o nascimento do cinema em cenário para uma história sobre renúncia, memória e elegância emocional...
Casamento de Chiffon - 1942
R$16,90
Corysande de Bray, conhecida por todos como Chiffon, é uma jovem aristocrata de dezesseis anos cuja espontaneidade, imaginação e independência entram continuamente em conflito com as convenções do ambiente familiar. Incapaz de aceitar passivamente as regras de comportamento reservadas às mulheres de sua posição, ela mantém uma relação de permanente confronto com a mãe, Madame de Bray, que deseja encaminhá-la para um casamento socialmente vantajoso e libertar a casa de sua presença considerada indisciplinada.O pretendente escolhido é o duque d’Aubières, um homem distinto, generoso e bem-posicionado, cuja proposta reúne todas as qualidades que a família considera necessárias para um matrimônio ideal. Chiffon, entretanto, recusa-se a transformar respeito e gratidão em amor. Embora reconheça a bondade do duque, percebe que aceitar a união significaria submeter a própria vida aos interesses e às expectativas de uma sociedade preocupada com títulos, aparências e conveniências.Por trás de sua rebeldia existe um sentimento ainda não inteiramente revelado. Chiffon está apaixonada por Marc, irmão de seu padrasto, homem mais velho, fotógrafo e presença afetiva que compreende melhor seu temperamento inconformado. Marc, porém, não percebe imediatamente a natureza desse afeto, enquanto Chiffon oscila entre a insolência, a vulnerabilidade e o medo de confessar aquilo que sente.A partir desse conflito, Claude Autant-Lara constrói uma comédia romântica de encontros, recusas e equívocos, na qual a leveza dos diálogos convive com uma crítica à rigidez da família burguesa e aristocrática. O duque, longe de ser transformado em antagonista, reconhece a verdade emocional da jovem e age com dignidade, ajudando Marc a compreender que Chiffon o ama. O casamento que encerra a narrativa deixa, assim, de representar uma imposição social para tornar-se consequência de uma escolha afetiva. Adaptado do romance de Gyp, Casamento de Chiffon observa a passagem da adolescência para a vida adulta sem eliminar as contradições da protagonista. A irreverência de Chiffon não funciona apenas como elemento cômico: é a expressão de uma jovem que procura preservar a própria identidade diante de um mundo decidido a escolher por ela. Com Odette Joyeux no papel central, o filme articula romance, humor e crítica de costumes em torno da liberdade de amar fora das conveniências estabelecidas...
Um conto de Canterbury - 1944
R$16,90
Em plena Segunda Guerra Mundial, quando a Inglaterra vivia entre as incertezas do conflito e a necessidade de preservar a sua identidade cultural, três viajantes chegam ao condado de Kent percorrendo antigas rotas que, durante séculos, conduziram peregrinos à Catedral de Canterbury. A partir desse encontro casual, Michael Powell e Emeric Pressburger constroem uma narrativa que combina mistério, drama e contemplação, transformando uma investigação aparentemente simples numa reflexão sobre memória, pertencimento e tradição inglesa. À medida que Alison Smith, Peter Gibbs e Bob Johnson aprofundam a busca pelo enigmático "Glue Man", cada personagem enfrenta também uma jornada interior. O percurso deixa de ser apenas físico para assumir um significado simbólico, evocando a obra de Geoffrey Chaucer e estabelecendo um diálogo entre a Inglaterra medieval e o país que resiste aos efeitos da guerra. A paisagem rural de Kent deixa de servir apenas como cenário e passa a desempenhar um papel narrativo essencial, refletindo o estado emocional dos protagonistas e a permanência da história sobre o território. A encenação privilegia o tempo da observação, o silêncio e a descoberta gradual dos personagens. Powell e Pressburger evitam a construção de um suspense convencional para desenvolver uma experiência cinematográfica marcada pelo humanismo, pela espiritualidade e pela delicada integração entre realidade e simbolismo. A fotografia de Erwin Hillier valoriza os campos, vilarejos e monumentos históricos com um lirismo que se tornaria uma das características mais reconhecidas da dupla criativa conhecida como The Archers. Recebido de forma discreta em seu lançamento, Um Conto de Canterbury foi amplamente reavaliado pelas décadas seguintes e hoje ocupa posição de destaque entre as obras fundamentais do cinema britânico. A produção é frequentemente reconhecida como uma das realizações mais pessoais de Powell e Pressburger, celebrada pela capacidade de unir patrimônio histórico, identidade nacional e linguagem cinematográfica numa obra de rara sensibilidade, cuja influência permanece viva entre estudiosos, cineastas e instituições dedicadas à preservação do patrimônio audiovisual..
O Rato na Lua - 1963
R$16,90
Entre a euforia da corrida espacial e as tensões ideológicas da Guerra Fria, De Rato à Lua (The Mouse on the Moon) transforma um pequeno principado europeu em palco de uma das mais engenhosas sátiras políticas produzidas pelo cinema britânico da década de 1960. Continuação direta do universo criado por Leonard Wibberley e iniciado nas telas por The Mouse That Roared (1959), o filme abandona qualquer pretensão de ficção científica convencional para construir uma comédia de costumes que ironiza a lógica das superpotências, expondo como propaganda, diplomacia e prestígio internacional frequentemente se sobrepunham às necessidades reais das populações. No diminuto Grão-Ducado de Grand Fenwick, uma crise doméstica aparentemente banal — a urgente necessidade de substituir um antiquado sistema hidráulico do castelo — leva seus governantes a conceber um plano improvável: solicitar financiamento internacional sob o disfarce de um programa espacial. O estratagema desperta imediatamente o interesse simultâneo de Washington e Moscou, que enxergam na pequena nação uma oportunidade estratégica para ampliar influência política durante o auge da disputa tecnológica entre Oriente e Ocidente. O que deveria ser apenas uma operação burocrática transforma-se numa sucessão de acontecimentos imprevisíveis, onde cientistas excêntricos, diplomatas desconfiados, agentes de inteligência e representantes das grandes potências acabam envolvidos numa competição tão absurda quanto reveladora das contradições daquele período histórico. Richard Lester conduz essa premissa com um refinado equilíbrio entre humor britânico, sátira institucional e ritmo farsesco. Antes de revolucionar o cinema popular com A Hard Day's Night, o diretor já experimentava aqui soluções visuais que romperiam com a encenação tradicional das comédias britânicas, privilegiando movimentos de câmera dinâmicos, montagem ágil e uma narrativa que constantemente ridiculariza a solenidade dos discursos oficiais. A comicidade nasce menos das situações extravagantes do que do contraste entre a grandiosidade dos projetos internacionais e a simplicidade quase medieval de Grand Fenwick, cuja ingenuidade acaba desestabilizando mecanismos políticos infinitamente mais complexos do que seus próprios governantes imaginam. Sob sua aparência leve, a obra preserva um comentário mordaz sobre nacionalismo, corrida armamentista, burocracia estatal, propaganda científica e competição geopolítica, temas tratados com um humor que permanece reconhecivelmente britânico e deliberadamente elegante. Em vez de ridicularizar a exploração espacial em si, o filme dirige sua ironia ao uso político da ciência e à necessidade constante das grandes potências de demonstrar superioridade diante do mundo. Essa combinação entre fantasia, crítica diplomática e espírito satírico consolidou The Mouse on the Moon como uma curiosa e singular representação cinematográfica das ansiedades do início da década de 1960, permanecendo como uma das continuações mais originais produzidas pelo cinema britânico daquele período. ..
De Volta ao Pequeno Apartamento - 1949
R$16,90
A obraProduzido em 1949, The Small Back Room representa uma das inflexões mais singulares da trajetória artística de Michael Powell e Emeric Pressburger. Após alcançarem reconhecimento internacional com obras visualmente exuberantes como Black Narcissus (1947) e The Red Shoes (1948), a dupla optou por um caminho radicalmente diferente, substituindo o esplendor cromático por um drama intimista em preto e branco, centrado nas cicatrizes invisíveis deixadas pela Segunda Guerra Mundial. Inspirado no romance de Nigel Balchin, o filme desloca a atenção dos grandes campos de batalha para os escritórios, laboratórios e departamentos científicos responsáveis por enfrentar uma guerra silenciosa, revelando o papel decisivo dos chamados back room boys, pesquisadores e engenheiros cuja contribuição permaneceu, durante muito tempo, distante do reconhecimento público. Essa mudança de perspectiva transformou a obra em uma das mais maduras e humanistas da filmografia dos realizadores, demonstrando que os maiores conflitos nem sempre acontecem diante das câmeras da História, mas frequentemente no íntimo daqueles encarregados de tomar decisões impossíveis. A narrativaAmbientado na Inglaterra durante os anos finais da Segunda Guerra Mundial, o filme acompanha Sammy Rice, um brilhante cientista especializado em armamentos e desativação de explosivos que carrega profundas marcas físicas e emocionais deixadas pelo conflito. Enquanto o governo britânico tenta compreender o funcionamento de um novo tipo de armadilha explosiva lançada pelas forças alemãs, Sammy é convocado para integrar uma investigação cuja urgência cresce a cada nova vítima. Entretanto, a verdadeira batalha do protagonista não ocorre apenas diante dos perigos representados pelos dispositivos inimigos. A dor permanente causada por uma antiga mutilação, a dependência do álcool, o sentimento de inferioridade e a dificuldade em aceitar o amor de Susan transformam sua existência em um delicado equilíbrio entre coragem e autodestruição. Powell e Pressburger conduzem essa narrativa com extraordinária contenção dramática, evitando heroísmos convencionais e privilegiando personagens profundamente humanos, cujas fragilidades tornam cada decisão ainda mais significativa. O suspense nasce tanto da ameaça concreta das bombas quanto da incerteza emocional que acompanha cada passo do protagonista, criando uma experiência cinematográfica em que tensão psicológica e drama afetivo se desenvolvem de forma inseparável. A construção dramáticaMuito além de um filme de guerra, The Small Back Room desenvolve uma investigação sensível sobre culpa, responsabilidade, autoestima e reconstrução pessoal. O roteiro evita transformar Sammy Rice em um herói tradicional, preferindo revelar um homem brilhante cuja inteligência convive diariamente com o medo do fracasso, a dor física e o peso das próprias limitações. A relação entre Sammy e Susan constitui o eixo emocional da narrativa, funcionando como contraponto à atmosfera opressiva dos ambientes militares e burocráticos. Ao mesmo tempo, o conflito entre ciência, política e administração pública evidencia como interesses institucionais, vaidades pessoais e decisões estratégicas podem influenciar diretamente a vida daqueles que trabalham nos bastidores da guerra. Essa combinação de suspense técnico, drama psicológico e romance produz uma narrativa rara no cinema britânico da época, marcada por um ritmo deliberadamente contido que privilegia o desenvolvimento dos personagens e a construção gradual da tensão até um dos desfechos mais memoráveis da parceria entre Powell e Pressburger. Direção e linguagem cinematográficaA direção de Michael Powell e Emeric Pressburger demonstra notável maturidade ao abandonar qualquer espetáculo visual gratuito em favor de uma linguagem cinematográfica profundamente introspectiva. A fotografia de Christopher Challis utiliza o preto e branco para explorar contrastes de luz e sombra que aproximam a obra do universo do film noir, reforçando visualmente o isolamento emocional do protagonista. Entre as sequências mais celebradas encontra-se o célebre delírio da garrafa de uísque, frequentemente apontado como um dos momentos mais inventivos do cinema britânico do período, no qual elementos expressionistas traduzem cinematograficamente o conflito interior provocado pelo alcoolismo. Em contraste, a longa sequência final na praia de Chesil transforma um espaço aberto em um cenário de suspense quase insuportável, demonstrando a extraordinária capacidade dos diretores de construir tensão através do silêncio, da composição visual e da expectativa. A direção de atores privilegia interpretações contidas e naturalistas, especialmente de David Farrar, cuja atuação é amplamente reconhecida como uma das mais complexas de sua carreira. ProduçãoA adaptação do romance de Nigel Balchin acompanhava um interesse antigo de Michael Powell, que via na obra uma oportunidade de retratar os efeitos psicológicos da guerra sobre indivíduos normalmente esquecidos pelas narrativas heroicas tradicionais. Inicialmente recebida com reservas por Emeric Pressburger, a história acabou tornando-se um dos projetos mais pessoais da dupla quando ambos retornaram à London Films, de Alexander Korda, após o inesperado rompimento com a Rank Organisation logo depois do lançamento de The Red Shoes. O romance de Balchin refletia diretamente experiências adquiridas durante seu trabalho ligado ao esforço de guerra britânico, circunstância que conferiu autenticidade ao retrato dos ambientes científicos, administrativos e militares apresentados no filme. A produção também consolidou novas colaborações importantes dentro da equipe dos Archers, incluindo o trabalho fotográfico de Christopher Challis e a música original de Brian Easdale, enquanto David Farrar e Kathleen Byron voltavam a dividir a tela pouco tempo depois do enorme impacto causado por Black Narcissus. Legado Ao longo das décadas, The Small Back Room deixou de ser visto apenas como um drama de guerra para ser reconhecido como uma das obras mais sofisticadas do cinema britânico do pós-guerra. Seu retrato da vulnerabilidade masculina, da saúde mental, da dependência química e do heroísmo silencioso antecipou abordagens que somente muitos anos depois se tornariam frequentes no cinema contemporâneo. Hoje, a obra ocupa posição de destaque dentro da filmografia de Powell e Pressburger justamente por revelar uma faceta menos grandiosa, porém profundamente humana, da parceria entre os dois realizadores. Preservado, restaurado e constantemente revisitado por cinematecas, instituições de preservação e editoras especializadas, o filme permanece como uma referência indispensável para estudiosos do cinema britânico, pesquisadores da representação da Segunda Guerra Mundial e colecionadores interessados em produções que transformam conflitos íntimos em experiências cinematográficas de extraordinária força dramática...
Sei Onde Fica o Paraíso - 1945
R$16,90
Poucos romances produzidos pelo cinema britânico alcançaram um equilíbrio tão refinado entre delicadeza emocional, riqueza visual e profundidade simbólica quanto Sei Onde Fica o Paraíso. Realizado por Michael Powell e Emeric Pressburger, a lendária parceria criativa conhecida como The Archers, o filme apresenta uma história aparentemente simples que, aos poucos, revela uma extraordinária reflexão sobre destino, livre-arbítrio, amor, ambição e transformação pessoal. Ambientada nas paisagens remotas das Hébridas escocesas, a narrativa acompanha Joan Webster, uma jovem determinada que acredita controlar cada etapa do seu futuro ao viajar para casar-se com um rico industrial. O percurso, cuidadosamente planeado, é interrompido pelas forças da natureza quando uma tempestade impede a travessia até a ilha onde o casamento deverá acontecer. O contratempo, porém, torna-se o ponto de partida para uma experiência capaz de transformar completamente a forma como Joan compreende o mundo, os seus desejos e o verdadeiro significado da felicidade. Distanciando-se das convenções do romance clássico, Powell e Pressburger utilizam a paisagem escocesa como elemento dramático essencial. O mar, o vento, a neblina, as montanhas e as antigas tradições gaélicas não servem apenas como pano de fundo, mas assumem um papel ativo na narrativa, como se a própria natureza conduzisse silenciosamente o destino das personagens. Entre lendas ancestrais, crenças populares e um ambiente impregnado de misticismo, o filme constrói uma atmosfera poética onde realidade e imaginação convivem com absoluta naturalidade. Essa combinação entre romantismo, simbolismo e folclore tornou-se uma das características mais admiradas da obra e permanece como uma das maiores demonstrações da linguagem cinematográfica desenvolvida pelos diretores ao longo da sua carreira. A interpretação de Wendy Hiller figura entre os momentos mais memoráveis do cinema britânico do pós-guerra. Sua Joan Webster evolui de maneira gradual e profundamente convincente, abandonando certezas construídas ao longo de toda uma vida para descobrir valores que jamais poderiam ser adquiridos por meio da riqueza ou do sucesso material. Ao lado dela, Roger Livesey oferece uma atuação de enorme elegância e humanidade, enquanto Pamela Brown, Finlay Currie e os demais integrantes do elenco contribuem para criar uma comunidade insular rica em autenticidade, fazendo com que cada personagem represente um fragmento da cultura e das tradições das Terras Altas da Escócia. O resultado é um conjunto dramático em que cada encontro, cada diálogo e cada pequeno gesto possuem significado emocional muito maior do que aparentam à primeira vista. Os bastidores da produção revelam igualmente a singularidade desta obra. O argumento nasceu de forma surpreendentemente espontânea quando, diante da indisponibilidade de película Technicolor durante a Segunda Guerra Mundial, Powell e Pressburger decidiram desenvolver rapidamente um novo projeto em preto e branco. Emeric Pressburger concebeu a ideia central em poucos dias, enquanto Michael Powell incorporou ao filme a profunda admiração que nutria pelas paisagens das ilhas escocesas desde experiências anteriores de filmagem. O próprio Pressburger descreveu a obra como uma "cruzada contra o materialismo", conceito que atravessa toda a narrativa de maneira subtil, propondo que a verdadeira realização humana nasce das relações afetivas e não da acumulação de riqueza ou prestígio social. Mais de sete décadas após sua estreia, I Know Where I'm Going! continua a ser reconhecido como um dos maiores romances da história do cinema britânico. Presença constante nas listas do British Film Institute e amplamente celebrado pela crítica internacional, o filme permanece admirado pela sua capacidade de unir emoção, humor, lirismo e profundidade filosófica numa narrativa de extraordinária simplicidade aparente. A recente restauração realizada a partir dos materiais originais devolveu todo o esplendor da fotografia em preto e branco de Erwin Hillier, permitindo que novas gerações redescubram uma obra cuja beleza permanece absolutamente intemporal e cuja influência continua visível em inúmeros realizadores contemporâneos. ..
O Jovem Frankenstein - 1974
R$12,90
Frederick Frankenstein, um respeitado neurocirurgião americano, passou a vida tentando se distanciar da controversa herança deixada por seu avô, o lendário Victor Frankenstein. Convocado à Transilvânia para assumir o antigo castelo da família, ele acaba descobrindo anotações e experimentos capazes de desafiar os limites entre a vida e a morte. Cercado pelo irreverente Igor, pela dedicada Inga e pela enigmática Frau Blücher, Frederick é lentamente atraído pelo mesmo fascínio científico que transformou seu antepassado em uma figura lendária. Dirigido por Mel Brooks e escrito em parceria com Gene Wilder, o filme presta uma sofisticada homenagem aos clássicos de horror produzidos pela Universal nas décadas de 1930 e 1940, recriando sua atmosfera visual em preto e branco enquanto combina humor refinado, sátira, referências cinematográficas e um profundo respeito pela obra original de Mary Shelley. O resultado é uma das comédias mais celebradas da história do cinema, capaz de divertir tanto os admiradores do terror clássico quanto novas gerações de cinéfilos...
A Mulher do Padeiro - 1938
R$16,90
A chegada de um novo padeiro a uma pequena aldeia da Provença desperta entusiasmo entre os moradores, que finalmente voltam a desfrutar de um pão de qualidade. A tranquilidade, porém, é interrompida quando a jovem esposa do padeiro foge com um pastor, mergulhando o homem em profunda tristeza. Incapaz de continuar trabalhando, ele interrompe a produção de pão, provocando uma crise inesperada que mobiliza toda a comunidade. Misturando drama, humor e observação social, Marcel Pagnol constrói um retrato sensível da vida rural francesa, explorando temas como amor, perdão, orgulho e solidariedade através de personagens marcantes e diálogos cuidadosamente elaborados. Considerado uma das obras mais importantes do cinema francês clássico, o filme permanece como uma referência da narrativa humanista europeia. ..
O Enxame - 1978
R$16,90
Em uma instalação militar no Texas, um misterioso incidente revela a chegada de um gigantesco enxame de abelhas africanizadas extremamente agressivas. Convocado para investigar o fenômeno, o cientista Dr. Bradford Crane descobre que a ameaça pode colocar em risco cidades inteiras caso os insetos avancem sem controle. Enquanto autoridades civis e militares tentam conter o desastre, sucessivos ataques transformam uma emergência biológica em uma corrida desesperada pela sobrevivência. Dirigido por Irwin Allen e baseado no romance homônimo de Arthur Herzog, o filme reúne um elenco de estrelas liderado por Michael Caine, Katharine Ross, Richard Widmark, Richard Chamberlain, Olivia de Havilland e Henry Fonda. Produzido durante o auge do cinema-catástrofe da década de 1970, combina suspense, ficção científica e terror natural em uma superprodução marcada por grandes cenas de destruição e efeitos especiais da época...
Subindo por Onde se Desce - 1967
R$16,90
Recém-formada, Sylvia Barrett inicia sua carreira como professora de inglês em uma escola pública de um bairro popular de Nova York, encontrando um ambiente marcado pela superlotação das salas, burocracia excessiva, escassez de recursos e estudantes que convivem diariamente com problemas sociais, familiares e econômicos. Enquanto tenta conquistar a confiança de seus alunos, ela também enfrenta colegas desmotivados, uma administração rígida e as limitações estruturais do sistema educacional. Baseado no romance homônimo de Bel Kaufman, o filme dirigido por Robert Mulligan constrói um retrato sensível da educação pública norte-americana na década de 1960, privilegiando o realismo das relações humanas em vez de soluções simplistas. Com interpretação marcante de Sandy Dennis, a obra permanece como um dos dramas escolares mais respeitados do cinema americano, abordando temas como vocação, desigualdade social, juventude, esperança e o impacto transformador da educação. ..
Hellmaster | Morte Sangrenta - 1992
R$16,90
Em uma antiga instituição de ensino marcada por experiências secretas realizadas décadas antes, uma nova sequência de acontecimentos violentos desperta suspeitas de que o passado jamais foi enterrado. Enquanto estudantes desaparecem e estranhas mutações começam a surgir, um repórter determinado, uma jovem universitária e outros sobreviventes precisam enfrentar um professor obcecado por experimentos biológicos capazes de transformar seres humanos em criaturas violentas e totalmente submissas. Misturando horror científico, elementos sobrenaturais, suspense universitário e criaturas grotescas, Hellmaster tornou-se uma produção cult do terror independente norte-americano dos anos 1990. A presença de John Saxon, ícone do cinema fantástico, reforça a identidade da obra, que combina influências do horror corporal, do cinema exploitation e das produções de baixo orçamento que marcaram o mercado de vídeo da década. ..
Veneno - 1951
R$16,90
Depois de três décadas de um casamento marcado por ressentimentos, humilhações e hostilidade constante, Paul Braconnier chega ao limite da convivência com sua esposa Blandine. Enquanto ela planeja envenená-lo silenciosamente, ele passa a imaginar uma solução ainda mais ousada: cometer o crime perfeito e escapar da Justiça. Inspirado por uma entrevista radiofônica com um célebre advogado especializado em absolver acusados de homicídio, Paul procura o jurista fingindo já ter assassinado a esposa. Sem perceber, o advogado acaba revelando exatamente como um assassino poderia evitar a condenação. A partir dessa premissa engenhosa, La Poison (Veneno) transforma uma história de crime em uma sofisticada sátira sobre o sistema judiciário, a moral burguesa, o sensacionalismo da imprensa e as contradições da sociedade francesa do pós-guerra. Escrita e dirigida por Sacha Guitry, com uma atuação memorável de Michel Simon, a obra combina humor negro, diálogos brilhantes e observação psicológica refinada, consolidando-se como um dos grandes clássicos da comédia satírica francesa do século XX. ..
Désiré | Madame e Seu Mordomo - 1937
R$16,90
Odette Cléry é uma antiga atriz que abandonou os palcos e vive como companheira de Félix Montignac, um influente ministro francês. À procura de um novo criado particular para acompanhá-la numa temporada em Deauville, ela contrata Désiré Tronchais, um valet elegante, culto e extremamente eficiente, cuja reputação desperta comentários embaraçosos entre antigos empregadores.À medida que a convivência se estabelece, uma série de sonhos compartilhados, desejos reprimidos e situações inesperadas começa a abalar as rígidas convenções que separam patrões e empregados. Entre conversas espirituosas, equívocos sociais e um elaborado jogo de sedução psicológica, Désiré transforma-se numa refinada observação sobre as fronteiras entre amor, fantasia, classe social e poder. Adaptando para o cinema sua própria peça teatral de grande sucesso criada em 1927, Sacha Guitry desenvolve uma narrativa construída sobre diálogos brilhantes, ritmo teatral e soluções visuais surpreendentemente modernas para a época. Utilizando sobreposições, sequências oníricas e uma encenação cuidadosamente organizada entre os espaços dos patrões e dos empregados, o realizador transforma uma elegante comédia de costumes numa sofisticada reflexão sobre desejo, hierarquia social e identidade. Frequentemente apontado como uma das realizações mais inventivas de sua filmografia, o filme permanece como um dos exemplos mais refinados da comédia francesa do período pré-guerra. ..
Chaplin à Bali | Chaplin em Bali - 2017
R$16,90
Em 1932, num dos momentos mais delicados de sua trajetória artística, Charlie Chaplin afasta-se temporariamente de Hollywood e embarca numa jornada ao Oriente ao lado do irmão Sydney. Atravessando um período de inquietação pessoal e profissional provocado pela consolidação do cinema sonoro, o cineasta encontra em Bali um espaço de renovação criativa, distante da pressão da fama internacional. Utilizando imagens raras registradas pelo próprio Chaplin durante a viagem, o documentário de Raphaël Millet reconstrói um capítulo pouco conhecido da história do cinema, revelando como o contato com a cultura balinesa, suas danças, tradições e formas de expressão artística contribuiu para redefinir o olhar do criador de Luzes da Cidade e abrir caminho para a fase que culminaria em obras como Tempos Modernos. Ao mesmo tempo, a experiência expõe a Chaplin as contradições do mundo colonial, influenciando reflexões que marcariam sua visão humanista nos anos seguintes. ..
Pela Primeira Vez - 1959
R$16,90
For the First Time (1959) ocupa uma posição singular dentro da história do cinema musical internacional. Produzido em um período de intensa transformação da indústria cinematográfica, o filme combina romance, espetáculo operístico e paisagens europeias em uma narrativa construída para valorizar uma das vozes mais célebres do século XX: Mario Lanza. A obra acompanha a transformação emocional de um renomado tenor cuja fama, impulsividade e vida pública entram em conflito com a descoberta de um amor capaz de alterar profundamente suas prioridades.Mais do que um simples veículo musical, o filme representa um encontro entre diferentes tradições culturais. A narrativa atravessa Capri, Viena, Salzburgo, Berlim e Roma, transformando a própria Europa em parte integrante da experiência dramática. A presença de repertório operístico de Verdi, Leoncavallo, Mozart e Schubert aproxima o cinema popular do universo da música erudita, contribuindo para a difusão da ópera junto ao grande público internacional. Realizado por Rudolph Maté, um dos mais respeitados profissionais visuais de sua geração, o filme apresenta uma estética marcada pela valorização das locações reais, pela fotografia em Technicolor e pela integração entre paisagem, música e narrativa. O resultado é uma obra que funciona simultaneamente como romance cinematográfico, espetáculo musical e registro histórico de uma fase específica da produção internacional do pós-guerra. A produção adquiriu importância ainda maior ao tornar-se a derradeira aparição cinematográfica de Mario Lanza. Lançado poucas semanas antes de sua morte, o filme passou a ser visto também como um documento artístico de despedida, preservando em imagem e som uma das vozes mais influentes da música popular e operística do século XX. ..
Café de Flore - 2011
R$7,90
Café de Flore acompanha duas histórias separadas pelo tempo, mas unidas por uma conexão emocional e espiritual que lentamente emerge ao longo da narrativa. Em Paris nos anos 1960, Jacqueline vive de maneira obsessiva e absoluta o amor dedicado ao filho Laurent, uma criança com síndrome de Down cuja existência transforma completamente sua percepção de maternidade, medo e dependência emocional. Paralelamente, décadas depois em Montréal, Antoine, um DJ bem-sucedido, enfrenta o colapso emocional causado pelo fim de seu casamento com Carole enquanto tenta construir uma nova vida ao lado de Rose. Entre memórias, culpa, desejos reprimidos e ligações invisíveis entre passado e presente, Jean-Marc Vallée constrói uma narrativa fragmentada onde música, montagem e emoção substituem explicações convencionais. À medida que as duas histórias se aproximam metafisicamente, o filme transforma o melodrama romântico em uma reflexão sobre reencarnação, permanência afetiva e a possibilidade de almas permanecerem ligadas através do tempo. Utilizando uma construção sensorial marcada pela música de Matthew Herbert, Pink Floyd, Sigur Rós e The Cure, Café de Flore tornou-se uma das obras mais intimistas e emocionalmente complexas do cinema canadense contemporâneo...
Os Jacksons: Um Sonho Americano - 1992
R$19,80
A minissérie acompanha a trajetória da família Jackson desde suas origens humildes em Gary, Indiana, até a ascensão meteórica no cenário musical internacional através do grupo Jackson 5, revelando o impacto das ambições do patriarca Joseph Jackson, o papel resiliente de Katherine como eixo moral da família e o surgimento de Michael Jackson como fenômeno artístico global, abordando não apenas o sucesso comercial impulsionado pela Motown, mas também os conflitos internos, tensões familiares, sacrifícios pessoais e o preço psicológico da fama, culminando na consolidação da imagem pública da família como símbolo do sonho americano, ainda que filtrado por uma narrativa construída sob forte controle dos próprios envolvidos..
Mary Stuart - Rainha da Escócia - 1971
R$12,90
Escócia, século XVI, Mary Stuart (VANESSA REDGRAVE) que foi nomeada Rainha da Escócia aos seis dias de idade, é a ultima Rainha católica da Escócia. Aos vinte e três anos de idade, ela é aprisionada pela Rainha da Inglaterra Elizabeth (GLEN- DA JACKSON) sua arqui-inimiga. O confronto entre às duas é desigual. Enquanto Mary é primeiro mulher e depois rainha, Elizabeth é exatamente o oposto. Nove anos depois, a vida de Mary está para terminar no cadafalso e com sua execução acaba a última ameaça ao trono de Elizabeth que se mostra muito mais articuladora e menos sujeita a traições. Mary, no entanto tem de lutar com inimigos de todos os lados, inclusive seu próprio irmão. Um destino sombrio a aguarda...
Impacto - 1949
R$12,90
Um poderoso industrial de São Francisco vê sua vida desmoronar ao ser traído pela própria esposa, que conspira com um amante para assassiná-lo. Após sobreviver ao ataque e ser dado como morto, ele assume nova identidade em uma pequena cidade, observando à distância o desenrolar do crime e a acusação que recai sobre sua esposa. Entre vingança e redenção, o protagonista enfrenta dilemas morais enquanto a verdade ameaça emergir. Inserido no universo do film noir do pós-guerra, o filme articula temas como identidade, culpa e justiça em uma narrativa marcada por reviravoltas e tensão psicológica...