O Inventor da Mocidade - 1952
- Diretor Howard Hawks
- Código: NA-P48-513-COM-LT
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
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Etiquetas: Monkey Business, O Inventor da Mocidade, Howard Hawks, 1952, comédia maluca, comédia romântica, cinema clássico, ficção científica cómica, rejuvenescimento, fonte da juventude, regressão de idade, fórmula secreta, químico de investigação, cientista maluco, experiência de laboratório, chimpanzé, macaco, soro da juventude, crise de meia-idade, mal-entendido matrimonial, esposa ciumenta, secretária, agir como criança, angústia adolescente, patinagem, acidente de carro, identidade trocada, estilo anos 50, comédia física
Um químico descobre que sua vida pessoal e profissional virou de cabeça para baixo quando um de seus chimpanzés encontra a fonte da juventude. Barnaby Fulton, um químico, está trabalhando em uma fórmula da fonte da juventude para uma empresa química, testando-a em chimpanzés. Ao testar uma dose de amostra em si mesmo, ele recebe acidentalmente uma dose de uma mistura que foi adicionada ao bebedouro de água e acredita que sua poção é o que está funcionando. A mistura faz com que temporariamente ele passe a se sentir e agir como um adolescente, inclusive corrigindo sua visão. Quando sua esposa toma uma dose que é ainda maior, ela regride ainda mais em sua infância. Quando um antigo namorado a encontra neste estado, acredita que ela nunca mais queira vê-lo, significa um divórcio, e uma chance para ele.
| Registro da Obra | |
| Título Original | Monkey Business |
| Título | O Inventor da Mocidade |
| Ano | 1952 |
| Direção | Howard Hawks |
| Países de origem | Estados Unidos |
| Gênero | Comédia, Ficção científica |
| Cores | Preto & Branco |
| Elenco | Cary Grant, Ginger Rogers, Charles Coburn, Marilyn Monroe, Hugh Marlowe, Henri Letondal, Robert Cornthwaite, Larry Keating, Douglas Spencer, Esther Dale, George Winslow, Charlotte Austin, Ray Corrigan, Harry Bartell, Faire Binney, Tex Brodus, Harry Carey Jr., Olive Carey, Harry Carter, Melinda Casey, Ronnie Clark, Russ Clark, Heinie Conklin, George Eldredge, Kathleen Freeman, Terry Goodman, Dabbs Greer, Howard Hawks, George Hoagland, Marjorie Holliday, Perk Lazelle, Rudy Lee, Louis Lettieri, Mickey Little, Emmett Lynn, Paul Maxey, John McKee, Bill McLean, Joseph Mell, Christopher Milne, Jonathan Milne, Nico Minardos, Ray Montgomery, Roger Moore, Brad Morrow, Carlos Vera, Forbes Murray, Robert Nichols, Jerry Paris, Maudie Prickett, Jimmy Roebuck, Harry Seymour, Jerry Sheldon, Olan Soule, Gil Stratton, Ruth Warren, Mack Williams, Isabel Withers |
| Duração | 96 Min. |
| Produtor | Sol C. Siegel |
| Áudio original | Inglês |
| Registro da Edição | |
| Dublagem | Português |
| Legenda | Alemão, Espanhol, Estoniano, Finlandês, Francês, Grego, Inglês, Português, Romeno |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Produzido no auge do sistema de estúdios de Hollywood, o filme integra a fase madura da carreira de Howard Hawks, quando o diretor consolidava sua versatilidade entre gêneros como comédia, western e noir, mantendo uma assinatura baseada em ritmo, diálogos rápidos e situações absurdas; a obra dialoga diretamente com a tradição da screwball comedy dos anos 1930, retomando elementos já explorados pelo diretor em Bringing Up Baby, como caos narrativo, personagens em regressão comportamental e uso de animais como catalisadores dramáticos; ao mesmo tempo, marca um momento importante na ascensão de Marilyn Monroe, ainda em início de carreira, mas já com presença marcante na tela. |
| Curiosidades de Produção | O filme reúne Cary Grant e Ginger Rogers sob direção de Howard Hawks, consolidando uma parceria marcada por forte química cômica; durante a produção, Hawks chegou a demonstrar insatisfação com o conceito central da história, considerando-o pouco plausível, o que influenciou o tom irregular da comédia segundo registros posteriores; a narração inicial do filme conta com a voz do próprio diretor; Marilyn Monroe, ainda em início de carreira, considerava sua participação um marco pessoal, tendo sido fã de Cary Grant antes de contracenar com ele; a produção foi realizada pela 20th Century Fox dentro de seu modelo tradicional de estúdio. |
| Erros de gravação | Quando as crianças amarram Hank, seu casaco aparece preso e amassado nas cordas, porém após o corte o casaco está liso e a amarração completamente diferente; Barnaby e Lois passam pelo mesmo estabelecimento com grande placa “DRUG” duas vezes na mesma direção; ao sair da concessionária, o carro deles cruza um caminhão que logo depois aparece novamente sendo ultrapassado; ao pular a cerca, Edwina está com as barras da calça dobradas, depois aparecem desdobradas e em seguida dobradas novamente; quando o chimpanzé mistura os produtos químicos, o recipiente aparece cheio antes do corte e depois retorna parcialmente vazio; antes do bebê entrar na casa, uma sombra é visível movendo-se dentro do ambiente; após Hank ser “escalpelado”, a prótese de cabelo enruga ao mover a cabeça; quando Barnaby tenta reentrar no quarto do hotel, a parede ao redor da porta se move; Mr Oxley chama Lois pelo nome errado “Miss Monroe”; cientistas referem-se incorretamente a chimpanzés como macacos. |
| Estilo do Diretor | Howard Hawks constrói sua abordagem com base em diálogos rápidos, ritmo contínuo e valorização da interação entre personagens, privilegiando situações de conflito leve e humor físico; seu cinema evita excessos visuais em favor de uma encenação funcional que destaca o comportamento humano; em Monkey Business, o diretor aplica essa lógica ao extremo, explorando a regressão psicológica como motor cômico e reforçando sua assinatura dentro da comédia clássica americana. |
| Legado e Importância | Embora não seja considerado o ápice da filmografia de Hawks, o filme permanece como um exemplo relevante da transição da comédia screwball para abordagens mais híbridas que incorporam elementos de ficção científica; consolidou a presença de Cary Grant no gênero e contribuiu para a ascensão de Marilyn Monroe; sua abordagem influenciou produções posteriores que exploram juventude, identidade e transformação. |
| Observações Técnicas | Produzido em película 35mm dentro do padrão do sistema de estúdios da 20th Century Fox, o filme utiliza fotografia em preto e branco com enquadramento clássico, montagem linear e som mono; a duração aproximada de 97 minutos segue o padrão comercial da época; a narrativa é construída sem experimentações formais, priorizando clareza e ritmo. |
| Recepção Crítica | O filme recebeu críticas mistas ao longo do tempo, sendo elogiado pelo desempenho do elenco e pela energia cômica, mas também apontado como irregular na construção narrativa; avaliações modernas reconhecem seu valor dentro da tradição da comédia americana clássica, enquanto alguns críticos destacam que não atinge o nível de outras obras de Hawks. |
| Nota da Curadoria | Uma peça singular dentro da filmografia de Hawks, Monkey Business revela o lado mais experimental da comédia clássica ao misturar ciência e absurdo com precisão narrativa, sendo uma obra essencial para compreender a transição do humor screwball para formas mais modernas. |
| Citações | Diálogos | Barnaby: "Olá, Zoológico Griffith Park, Departamento de Serpentes. Shhh!" | Oliver Oxley: "Este é o Sr. Oxley!" | Barnaby: "Ah, você é o Sr. Falante..." | Barnaby: "Não, isso é ridículo! Você não pode ser as três coisas ao mesmo tempo. Descubra qual você é e me ligue de volta!" | Barnaby: "Estou começando a me perguntar se ser jovem é tudo isso mesmo... desajuste, quase idiotice e uma série de desastres cômicos" | Edwina: "Imagine: o segredo da juventude trancado na cabeça de um macaco" |
| Movimento Cinematográfico | Cinema clássico hollywoodiano |