Confira as Novidades do Nosso Site VER OS FILMES

(21) 99107-7973

0


Entre as ruas do bairro de Williamsburg, no Brooklyn, em Nova York, uma menina aprende a descobrir o mundo observando pessoas, casas, pequenos comércios e a rotina de uma comunidade onde a esperança convive diariamente com as dificuldades da vida. É nesse ambiente que Francie Nolan cresce ao lado da família, encontrando nos livros, na imaginação e na curiosidade uma maneira de compreender uma realidade marcada por limitações econômicas, mas também por fortes laços de afeto. Enquanto acompanha as transformações ao seu redor, a jovem percebe que a infância não é apenas um período de descobertas, mas também o momento em que começam a surgir as primeiras responsabilidades, perdas e escolhas capazes de definir toda uma existência. A narrativa desenvolve esse percurso de amadurecimento com delicadeza, conduzindo o espectador por uma sucessão de acontecimentos cotidianos que revelam, pouco a pouco, a profundidade emocional da família Nolan.


O filme constrói seu drama a partir das relações familiares e da convivência em uma comunidade formada, em grande parte, por descendentes de imigrantes que procuram construir uma vida melhor em uma cidade em constante transformação. As dificuldades financeiras, a busca por estabilidade, o valor atribuído à educação e a necessidade de preservar a dignidade mesmo diante das adversidades tornam-se elementos centrais da narrativa. Em vez de recorrer a grandes reviravoltas, a história encontra força dramática na observação de gestos simples, na intimidade dos personagens e na forma como cada experiência contribui para o crescimento de Francie. O simbolismo da árvore que insiste em nascer entre o concreto acompanha silenciosamente essa trajetória, transformando-se em uma metáfora da resistência, da renovação e da capacidade humana de florescer mesmo nos ambientes mais difíceis.


Adaptando o romance semiautobiográfico publicado por Betty Smith em 1943, Elia Kazan realizou aqui seu primeiro longa-metragem para o cinema, revelando desde a estreia características que marcariam toda a sua carreira: atenção às relações humanas, direção de atores baseada na naturalidade das interpretações e interesse por personagens emocionalmente complexos. A produção da 20th Century Fox preserva o espírito do livro ao concentrar-se nas pequenas experiências da vida cotidiana, enquanto a fotografia de Leon Shamroy recria com riqueza de detalhes o bairro de Williamsburg e a trilha de Alfred Newman reforça a atmosfera intimista sem se sobrepor aos acontecimentos. As interpretações de Dorothy McGuire, James Dunn, Peggy Ann Garner e Joan Blondell conferem autenticidade à narrativa e constituem um dos pilares da permanência da obra entre os grandes dramas familiares produzidos por Hollywood na década de 1940.


Lançado em um período em que o cinema norte-americano buscava representar de maneira mais sensível a experiência das famílias trabalhadoras, Laços Humanos permanece atual pela forma como aborda temas universais como infância, educação, pobreza, imigração, solidariedade e esperança. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma das adaptações literárias mais respeitadas do cinema clássico e recebeu reconhecimento duradouro por seu valor artístico e cultural, culminando em sua inclusão no National Film Registry da Library of Congress, distinção reservada às obras consideradas cultural, histórica ou esteticamente significativas para os Estados Unidos. Para colecionadores e pesquisadores, o filme representa não apenas um importante momento na trajetória de Elia Kazan, mas também um retrato sensível da vida urbana americana no início do século XX, preservando uma narrativa cuja força continua apoiada na simplicidade, na observação humana e na autenticidade de seus personagens.


 

Registro da Obra
Título Original A Tree Grows in Brooklyn
Título Laços Humanos
Ano 1945
Direção Elia Kazan
Países de origem Estados Unidos
Gênero Drama, Drama Familiar
Cores Preto & Branco
Elenco Dorothy McGuire, Joan Blondell, James Dunn, Lloyd Nolan, James Gleason, Ted Donaldson, Peggy Ann Garner, Ruth Nelson, John Alexander, B S Pully, Robert J Anderson, Jessie Arnold, John Berkes, Linda Bieber, Ferike Boros, Al Bridge, Virginia Brissac, Lillian Bronson, Boots Brown, Sally Ann Brown, Sheila Brown, Bobby Burns, George M Carleton, Jack Carr, James B Carson, Alec Craig, Peter Cusanelli, Adeline De Walt Reynolds, Harry Denny, Joy Duguay, Al Eben, Fernanda Eliscu, Edythe Elliott, Robert Ferrero, Elvin Field, Norman Field, Jean Fowler, Paul Graeff, Vincent Graeff, Joseph J Greene, Irving Gump, Edith Hallor, Ethyl May Halls, Charles Halton, Mary Lou Harrington, Harry Harvey Jr, Paul Hilton, Janice Hood, Teddy Infuhr, Edna Jackson, Mickey Kuhn, Eva Lee Kuney, Jacqueline Larkin, Jack Lawrence, Susan Lester, Farrell MacDonald, Gerald Mackey, Robert Malcolm, Charles Marsh, Mae Marsh, Patricia McFadden, Mickey McGuire, George Meader, George Melford, Sue Moore, Ronnie Pattison, Francis Pierlot, Constance Purdy, Gordon Rader, Nicholas Ray, Ruth Rickaby, Walt Robbins, Nancy June Robinson, Erskine Sanford, Tony Santoro, Harry Seymour, Danny Shaw, Art Smith, William Smith, Robert Strange, Robert Tait, Gloria Talbott, Dink Trout, Joyce Tucker, Paul Weigel, Martha Wentworth, Cecil Weston
Produtor Louis D. Lighton
Duração 129 Min.
Idioma Original Inglês
Compositor Alfred Newman
Fotografia Leon Shamroy
Montagem Dorothy Spencer
Baseado em A Tree Grows in Brooklyn, romance de Betty Smith (1943)
Roteiro Tess Slesinger, Frank Davis, Betty Smith, Anita Loos
Registro da Edição
Legenda Árabe, Bósnio, Espanhol, Grego, Húngaro, Inglês, Italiano, Persa, Português, Romeno, Russo, Sérvio, Turco
Nota de Edição Possui opção de audio com comentário em inglês. | Comentário do historiador de cinema Richard Schickel, com Elia Kazan, Ted Donaldson e Norman Lloyd

Escreva um comentário

Nota: HTML não suportado.
    Ruim           Bom