Morangos Silvestres - 1957
- Diretor Ingmar Bergman
- Código: NA-P2078-8031-DRA-LT
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
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Etiquetas: Morangos Silvestres, Smultronstället, Wild Strawberries, Ingmar Bergman, Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Naima Wifstrand, Jullan Kindahl, Folke Sundquist, Max von Sydow, Gunnar Sjöberg, filme sueco, Suécia, 1957, drama, romance dramático, cinema de arte, cinema europeu, cinema escandinavo, cinema moderno, realismo psicológico, simbolismo, existencialismo, memória, sonhos, nostalgia, velhice, família, reconciliação, filosofia, psicologia, jornada interior, relações humanas, condição humana, reflexão sobre a vida, patrimônio cinematográfico, clássicos essenciais, grandes filmes suecos, coleção Ingmar Bergman, cinemateca, colecionismo cinematográfico, filmes para refletir, obras-primas do cinema mundial, BFI, Sight and Sound, cinema autoral.
Poucas obras alcançaram a capacidade de transformar uma simples viagem em uma profunda reflexão sobre a condição humana como Morangos Silvestres (Smultronstället, 1957). Dirigido por Ingmar Bergman, o filme ocupa posição central não apenas em sua filmografia, mas também na história do cinema mundial, consolidando uma linguagem autoral que uniu introspecção psicológica, simbolismo visual e rigor narrativo. Reconhecido internacionalmente como uma das grandes realizações do cinema de arte do século XX, o longa marcou definitivamente a projeção internacional de Bergman e permanece entre os títulos mais celebrados da cinematografia sueca.
Às vésperas de receber um título honorário da Universidade de Lund, o respeitado médico e professor Isak Borg, já idoso e conhecido por seu temperamento austero, decide percorrer de automóvel o trajeto entre Estocolmo e Lund acompanhado de sua nora Marianne. O deslocamento, inicialmente planejado como uma viagem protocolar, transforma-se gradualmente em uma jornada de reencontro consigo mesmo. Ao longo da estrada, encontros fortuitos, lembranças despertadas por antigos lugares, sonhos inquietantes e recordações da juventude conduzem o protagonista por um processo de revisão de toda uma existência construída entre conquistas profissionais e profundos distanciamentos afetivos.
Cada parada representa muito mais do que um ponto geográfico. Bergman transforma paisagens, casas, estradas e jardins em espaços de memória, onde passado e presente coexistem sem fronteiras rígidas. As figuras encontradas durante o percurso funcionam como espelhos das diferentes etapas da vida de Isak Borg, confrontando-o com oportunidades perdidas, escolhas irreversíveis, afetos interrompidos e sentimentos que permaneceram ocultos durante décadas. A narrativa alterna realidade, sonho e reminiscência com extraordinária fluidez, construindo uma experiência cinematográfica na qual tempo psicológico e tempo cronológico passam a dialogar continuamente.
Longe de constituir apenas um drama sobre a velhice, Morangos Silvestres desenvolve uma investigação delicada acerca da memória, da culpa, da solidão, da fragilidade das relações familiares e da permanente possibilidade de transformação interior. Bergman evita respostas fáceis ou sentimentalismos, preferindo conduzir o espectador por uma sucessão de imagens carregadas de significado simbólico, nas quais relógios sem ponteiros, estradas silenciosas, paisagens campestres e sonhos perturbadores traduzem estados emocionais impossíveis de serem expressos apenas pelas palavras.
A interpretação de Victor Sjöström, pioneiro do cinema sueco silencioso, acrescenta uma dimensão histórica singular à obra. Ao reunir um dos maiores realizadores da era muda diante das câmeras de um dos maiores autores do cinema moderno, o filme estabelece um diálogo entre diferentes gerações da cinematografia escandinava, conferindo ao personagem uma humanidade rara e profundamente comovente. A presença de colaboradores frequentes de Bergman, como Bibi Andersson, Ingrid Thulin e Gunnar Björnstrand, reforça a unidade artística da produção e amplia a complexidade emocional de seus personagens.
Com sua estrutura narrativa inovadora, marcada pela integração entre realidade objetiva, lembranças e experiências oníricas, Morangos Silvestres influenciou decisivamente inúmeras obras posteriores dedicadas ao estudo da memória e da identidade. Sua combinação de sensibilidade filosófica, precisão formal e extraordinária economia narrativa continua sendo referência para cineastas, estudiosos e cinéfilos, preservando intacta sua capacidade de emocionar e provocar reflexão mais de seis décadas após sua estreia. A obra permanece como um dos retratos mais profundos já realizados sobre o envelhecimento, a reconciliação consigo mesmo e o valor das experiências humanas que resistem à passagem do tempo.
| Registro da Obra | |
| Título Original | Smultronstället |
| Título | Morangos Silvestres |
| Ano | 1957 |
| Direção | Ingmar Bergman |
| Países de origem | Suécia |
| Gênero | Drama |
| Cores | Preto & Branco |
| Elenco | Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Jullan Kindahl, Folke Sundquist, Björn Bjelfvenstam, Naima Wifstrand, Gunnel Broström, Gertrud Fridh, Åke Fridell, Sif Ruud, Max von Sydow, Yngve Nordwall, Per Sjöstrand, Gio Petré, Gunnel Lindblom, Maud Hansson |
| Produtor | Allan Ekelund |
| Duração | 91 Min. |
| Idioma Original | Sueco |
| Compositor | Erik Nordgren |
| Fotografia | Gunnar Fischer |
| Montagem | Oscar Rosander |
| Baseado em | Obra original de Ingmar Bergman |
| Roteiro | Ingmar Bergman |
| Registro da Edição | |
| Legenda | Alemão, Albanês, Checo, Chinês, Coreano, Esloveno, Espanhol, Estónio, Finlandês, Francês, Grego, Hebraico, Indonésio, Inglês, Italiano, Persa, Polonês, Português, Português Europeu, Romeno, Russo, Turco |
| Nota de Edição | Possui opção de audio com comentário em inglês. |