Tocaia no Asfalto - 1962
- Diretor Roberto Pires
- Código: NA-P72-182-POL-LTS
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
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Etiquetas: Tocaia no Asfalto, Roberto Pires, 1962, cinema baiano, ciclo baiano, cinema novo, noir brasileiro, filme policial brasileiro, crime político, corrupção, coronelismo, Salvador, Bahia, Agildo Ribeiro, Geraldo Del Rey, Araçary de Oliveira, Antonio Pitanga, Hélio Silva, Remo Usai, Iglu Filmes, preto e branco, 35mm, raridade brasileira, filme restaurado, thriller político, colecionismo, cinema clássico brasileiro.
Rufino, pistoleiro de aluguel vindo do Nordeste, chega a Salvador para executar o coronel Pinto Borges, político poderoso cercado por alianças frágeis, interesses eleitorais e crimes abafados. Quando a ordem do atentado é cancelada, ele segue dividido entre o código profissional da violência, a pressão dos mandantes e o envolvimento afetivo com Ana Paula, numa trama urbana marcada por corrupção, tensão moral e fatalismo.
| Registro da Obra | |
| Título Original | Tocaia no Asfalto |
| Título | Tocaia no Asfalto |
| Ano | 1962 |
| Direção | Roberto Pires |
| Países de origem | Brasil |
| Gênero | Drama, Romance, Intriga, Crime |
| Cores | Preto & Branco |
| Elenco | Agildo Ribeiro, Arassary de Oliveira, Adriano Lisboa, Geraldo Del Rey, Angela Bonatti, David Singer, Jurema Penna, Antonio Pitanga, Roberto Ferreira, Maria Anita, Hélio Rodrigues, Milton Gaucho, Maria Ligia, Othon Bastos, Silvio Lamenha, Girolano Bruno, Mecenas Salles, Sônia Noronha, Artur Semedo, Walter Webb |
| Duração | 103 Min. Aprox. |
| Registro da Edição | |
| Idioma | Português |
| Legenda | Inglês, Português, Espanhol |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Dentro da filmografia de Roberto Pires, a obra consolida sua fase baiana após Redenção e A Grande Feira, expandindo o interesse do diretor por formas populares e por um cinema socialmente atento. Ao mesmo tempo, aproxima o policial de uma leitura política, fazendo do thriller um veículo para observar coronelismo, clientelismo e a violência como engrenagem social. |
| Contexto Histórico | Integra o ciclo baiano de cinema no início dos anos 1960, momento de renovação estética e política do cinema brasileiro, anterior e paralelo à consolidação do Cinema Novo. A trama urbana de crime e disputa eleitoral dialoga com o ambiente de instabilidade política do período e com o interesse crescente do cinema brasileiro por desigualdade, poder e violência social. |
| Curiosidades de Produção | Glauber Rocha aparece creditado na produção/coordenação de produção, o que reforça a proximidade do filme com o núcleo criativo baiano do período. As locações incluíram pontos de Salvador como Farol de Itapuã, Igreja de Santa Luzia, Igreja de São Francisco e Cemitério Campo Santo. O filme também recebeu restauração fotoquímica no âmbito de projetos da Cinemateca Brasileira. |
| Estilo do Diretor | Roberto Pires articula realismo de locação, tensão policial e observação social. Seu estilo aqui combina secura narrativa, composição visual contrastada e um interesse claro por personagens apanhados entre estruturas de poder, desejo e sobrevivência, aproximando o filme tanto do noir quanto do impulso crítico do cinema moderno brasileiro. |
| Legado e Importância | Hoje é visto como marco da filmografia baiana e peça relevante do cinema brasileiro moderno, frequentemente associado ao noir brasileiro e ao período formativo do Cinema Novo. Sua restauração e reexibição reforçaram o estatuto de obra redescoberta e de importância histórica para a memória cinematográfica nacional. |
| Observações Técnicas | Longa-metragem sonoro de ficção, fotografado em 35mm, em preto e branco, com metragem original registrada em torno de 100 minutos e sistema sonoro Westrex. A fotografia de Hélio Silva e a montagem do próprio Roberto Pires reforçam a secura visual e o ritmo tenso do filme. |