Boeing Boeing - 1965
- Diretor John Rich
- Código: NA-P61-7068-COM-TS
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Bernard Lawrence (Tony Curtis) é um jornalista americano que vive em
Paris. Ele elaborou um esquema no qual mantém três aeromoças da
Lufthansa, Air France e British United como noivas simultaneamente. Tudo
funciona muito bem por um longo período, mas a chegada de novos jatos
altera o horário dos vôos fazendo as três estarem em Paris ao mesmo
tempo. Para piorar a situação Robert Reed (Jerry Lewis), um outro
jornalista com quem Bernard tinha se desentendido, chega na cidade. Esta
confusão tem de ser controlada por Bertha (Thelma Ritter), a empregada
de Bernard, que conhece as armações do patrão.
| Registro da Obra | |
| Título Original | Boeing, Boeing |
| Título | Boeing, Boeing |
| Ano | 1965 |
| Direção | John Rich |
| Países de origem | Estados Unidos |
| Gênero | Comédia, Farsa |
| Cores | Colorido |
| Elenco | Tony Curtis, Bernard Lawrence, Jerry Lewis, Robert Reed, Dany Saval, Jacqueline Grieux, Christiane Schmidtmer, Lise Bruner, Suzanna Leigh, Vicky Hawkins, Thelma Ritter, Bertha, Lomax Study, Pierre, Alex Akimoff, Nai Bonet, Eugene Borden, Françoise Bush, Peter Camlin, Albert D'Arno, Tony Dante, George Dee, Alphonso DuBois, Vic Dunlop, Roger Etienne, Joe Gray, Stuart Hall, Lucien Lanvin, Louise Lawson, Miko Mayama, William Meader, Ernesto Molinari, Julie Parrish, Jose Portugal, Tony Regan, Cosmo Sardo, Stephen Soldi, Maurice St. Clair, Robert Tafur |
| Produtor | Hal B. Wallis, Joseph H. Hazen |
| Duração | 102 Min. |
| Idioma Original | Inglês |
| Roteiro | Edward Anhalt, Marc Camoletti |
| Trilha Sonora | Neal Hefti |
| Fotografia | Lucien Ballard |
| Montagem | Warren Low, Archie Marshek |
| Baseado em | Boeing-Boeing de Marc Camoletti |
| Registro da Edição | |
| Dublagem | Português |
| Legenda | Alemão, Croata, Francês, Holandês, Inglês, Português, Romeno |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Inserido na tradição da comédia de costumes do cinema clássico hollywoodiano, o filme representa uma adaptação direta da bem-sucedida peça teatral francesa de Marc Camoletti, transportando para o cinema uma estrutura essencialmente teatral baseada em entradas e saídas sincronizadas, ritmo acelerado e dependência absoluta do tempo cômico, sendo um dos exemplos mais evidentes da chamada bedroom farce dentro do cinema americano dos anos 1960, destacando-se por inverter parcialmente os arquétipos de seus protagonistas ao colocar Tony Curtis em um papel de exagero físico e Jerry Lewis em uma atuação contida e mais realista, rompendo com a persona habitual do ator, enquanto a narrativa reflete uma visão satírica da modernidade urbana e da lógica organizacional aplicada à vida íntima, característica do período, criando uma obra que se situa entre o teatro de boulevard europeu e o cinema comercial americano de grande estúdio. |
| Contexto Histórico | O filme emerge em um período marcado pela consolidação da chamada era do jato, momento em que a aviação comercial internacional redefinia as relações espaciais e temporais entre continentes, transformando profundamente a mobilidade global e influenciando diretamente o imaginário cultural da década de 1960, sendo que a própria premissa narrativa depende dessa transformação tecnológica, utilizando os horários de voo como estrutura dramática, ao mesmo tempo em que reflete um momento de transição social caracterizado por mudanças nos costumes, maior liberalização das relações afetivas e ascensão de uma cultura urbana internacionalizada, inserindo-se no contexto do cinema comercial americano que buscava dialogar com temas contemporâneos de modernidade, consumo e comportamento. |
| Curiosidades de Produção | A produção do filme foi marcada por elementos incomuns tanto na escolha de elenco quanto na dinâmica de bastidores, incluindo a disputa entre Tony Curtis e Jerry Lewis pelo crédito principal, resolvida visualmente nos materiais promocionais através de um design gráfico que evitava hierarquias tradicionais, além de representar a última colaboração de Jerry Lewis com a Paramount após uma longa associação iniciada em 1949, destacando também a decisão criativa de inverter as personas habituais dos atores, com Lewis adotando uma abordagem contida e Curtis explorando uma expressividade mais exagerada, enquanto o diretor John Rich, com forte experiência televisiva, trouxe uma abordagem rítmica e episódica à encenação, e as filmagens ocorreram em Paris entre abril e junho de 1965, mantendo forte ligação com a estética da peça original. |
| Erros de gravação | Erros de continuidade são perceptíveis, como a mudança inexplicável de posição dos personagens dentro de um táxi entre planos consecutivos e o desaparecimento de objetos de cena previamente visíveis, além de falhas de sincronização labial em determinadas sequências externas. |
| Estilo do Diretor | A direção de John Rich revela forte influência de sua experiência televisiva, especialmente na condução de cenas baseadas em ritmo e timing preciso, privilegiando a movimentação dos atores dentro do espaço cênico e a coreografia de entradas e saídas como elemento central da narrativa, aproximando a linguagem cinematográfica de uma lógica episódica típica das sitcoms, ao mesmo tempo em que adota uma encenação funcional que evita experimentações visuais mais ousadas, concentrando-se na clareza espacial e na eficiência do humor, utilizando enquadramentos que favorecem a interação simultânea entre personagens e reforçam a mecânica farsesca, característica que evidencia uma abordagem mais pragmática do que autoral, focada na manutenção do ritmo cômico e na fluidez das situações. |
| Legado e Importância | Embora não tenha sido um grande sucesso crítico em seu lançamento, o filme consolidou-se como um exemplo significativo da transposição da farsa teatral europeia para o cinema americano, destacando-se por sua capacidade de preservar a estrutura original da peça de Marc Camoletti e influenciar o desenvolvimento posterior da comédia de situação audiovisual, além de ter sido posteriormente reavaliado dentro de circuitos cinéfilos e selecionado por Quentin Tarantino para exibição em festival, evidenciando sua permanência cultural e seu valor como objeto de estudo sobre gênero, adaptação e representação de costumes, especialmente no contexto das transformações sociais dos anos 1960. |
| Observações Técnicas | O filme foi produzido em película de 35 mm com proporção de imagem aproximada de 1.78:1 e mixagem sonora mono, refletindo os padrões técnicos do cinema comercial da década de 1960, com montagem orientada pela continuidade e pela fluidez do tempo cômico, privilegiando cortes rápidos que sustentam o ritmo da farsa, enquanto a fotografia de Lucien Ballard utiliza iluminação clara e funcional voltada para a legibilidade das ações em espaços interiores, reforçando a origem teatral da obra e a centralidade do espaço único na construção narrativa. |
| Recepção Crítica | A recepção crítica foi predominantemente mista, com avaliações que destacaram o caráter repetitivo da estrutura narrativa e a dependência de um único recurso cômico, sendo descrito pelo New York Times como uma comédia baseada em um único gag e considerada uma obra de entretenimento leve porém limitada em profundidade, ao mesmo tempo em que críticas posteriores identificaram elementos problemáticos relacionados à representação de gênero e ao tratamento das personagens femininas, enquanto outros estudos reconhecem seu valor como estudo do funcionamento da comédia farsesca e da adaptação teatral no cinema. |
| Nota da Curadoria | Entre as comédias de situação da década de 1960, esta obra se destaca não pela sofisticação de sua construção dramática, mas pela forma como encapsula uma lógica social em transformação, onde o controle racional da vida privada se torna uma extensão da mentalidade moderna, transformando relações humanas em sistemas operacionais suscetíveis ao colapso, sendo especialmente relevante para colecionadores por representar uma transição entre o teatro europeu e o cinema comercial americano, além de oferecer um raro registro da inversão performática de dois grandes nomes do entretenimento, consolidando-se como peça singular dentro de um catálogo dedicado à preservação de obras que revelam não apenas histórias, mas estruturas culturais de seu tempo. |
| Citações | Diálogos | “Você não precisa de uma empregada, precisa da máfia” |
| Movimento Cinematográfico | Cinema clássico hollywoodiano |
| Estrutura Narrativa | Estrutura de farsa baseada em repetição, entradas e saídas sincronizadas e progressão cumulativa de situações |
| Temas Centrais | Infidelidade, modernidade, controle social, relações superficiais, tecnologia |
| Parcerias Criativas | John Rich, Edward Anhalt, Marc Camoletti, Hal B. Wallis |
| Núcleo Dramático | Um sistema emocional artificial entra em colapso quando a realidade rompe a lógica do controle absoluto |