Confira as Novidades do Nosso Site VER OS FILMES

(21) 99107-7973

0

O Rei dos Mágicos - 1958

  • Diretor Frank Tashlin
  • Código: NA-P54-7067-COM-LTS
  • Pontos: 1
  • Disponibilidade: Em estoque
R$12,90

Opções disponíveis

Etiquetas: The Geisha Boy, O Rei dos Mágicos, Frank Tashlin, 1958, comédia clássica hollywoodiana, comédia pastelão, comédia física, humor estilo cartoon, comédia visual, gags visuais, comédia de erros, humor absurdo, mágico fracassado, mágico atrapalhado, truques de mágica, espetáculo de mágica, assistente de mágico, artista de palco, entertainer, turnê militar, show para tropas, uso tour, exército americano, forças armadas, soldados no exterior, guerra da coreia, pós guerra, deslocamento pós guerra, americano no exterior, japão, cultura japonesa, encontro cultural, choque cultural, ásia, geisha, quimono, casa de banho japonesa, templo japonês, romance interracial, relação intercultural, solidão, redenção emocional, paternidade substituta, figura paterna, órfão, menino órfão, relação adulto criança, amizade intergeracional, vínculo emocional, narrativa humanista, crescimento emocional, drama leve, comédia dramática, criança chorando, história emocionante, viagem internacional, viagem de avião, aeroporto, clandestino no avião, escondido na bagagem, compartimento de carga, perseguição, corrida cômica, humor físico, situações constrangedoras, vestido rasgado, tapete vermelho, acidente cômico, atriz de cinema, estrela de cinema, ciúmes, rivalidade amorosa, jogador de beisebol, jogo de beisebol, cultura americana no exterior, hotel, quarto de hotel, piscina, jantar em família, cachorro de estimação, poodle, cinema nostálgico, comédia com emoção

The Geisha Boy (1958) apresenta uma das mais singulares obras da fase solo de Jerry Lewis, combinando comédia física de inspiração cartoon com um inesperado eixo emocional centrado na relação entre um artista fracassado e uma criança órfã no Japão do pós-guerra; Gilbert Wooley, um mágico de segunda categoria, é enviado em uma turnê USO para entreter tropas americanas no Pacífico, onde sua presença desencadeia uma sucessão de eventos caóticos típicos do slapstick, mas também um vínculo humano profundo com o jovem Mitsuo, cuja perda familiar reflete o trauma coletivo do período; ao longo da narrativa, o filme desloca-se do humor absurdo para uma estrutura sentimental que evoca ecos chaplinianos, especialmente ao explorar a figura do adulto imaturo confrontado com responsabilidades afetivas inesperadas, tudo inserido em uma representação estilizada do Japão filtrada pelo olhar hollywoodiano da década de 1950.



Registro da Obra
Título Original The Geisha Boy
Título O Rei dos Mágicos
Ano 1958
Direção Frank Tashlin
Países de origem Estados Unidos
Gênero Comédia
Cores Colorido
Elenco Jerry Lewis, Gilbert Wooley, Marie McDonald, Lola Livingston, Sessue Hayakawa, Mr. Sikita, Barton MacLane, Maj. Ridgley, Suzanne Pleshette, Sgt. Pearson, Nobu McCarthy, Kimi Sikita, Robert Hirano, Mitsuo Watanabe, Ryuzo Demura, Ichiyama, Carl Erskine, Gil Hodges, Murray Alper, Walter Alston, Brad Brown, Stanley Cha, Gino Cimoli, Douglas Fowley, Carl Furillo, Alex Gerry, Col. Adams, Jim Gilliam, Alec Guinness, Bob Hope, Mike Mahoney, Sid Melton, Lane Nakano, Charlie Neal, Monty O'Grady, Tsunagorô Rashômon, Pee Wee Reese, John Roseboro, Michael Ross, Teru Shimada, Duke Snider, Rodger Terry, Dick Whittinghill, Dave Willock
Produtor Jerry Lewis
Duração 98 Min.
Idioma Original Inglês
Roteiro Frank Tashlin, Rudy Makoul
Trilha Sonora Walter Scharf
Fotografia Haskell B. Boggs
Montagem Alma Macrorie
Registro da Edição
Dublagem Português
Legenda Alemão, Espanhol, Francês, Grego, Hebraico, Inglês, Português Europeu, Português, Romeno, Vietnamita
Registro Editorial
Contexto do Filme The Geisha Boy insere-se em um momento decisivo da carreira de Jerry Lewis, já após o rompimento com Dean Martin, quando o ator passa a explorar uma identidade autoral própria dentro do sistema de estúdios hollywoodianos, combinando o legado do vaudeville com uma linguagem visual herdada da animação; dirigido por Frank Tashlin, ex-cartunista da Warner Bros., o filme representa uma das mais evidentes fusões entre live-action e lógica cartoon do período, utilizando exageros visuais, gags físicas e rupturas de realismo para construir um universo cômico altamente estilizado; ao mesmo tempo, introduz uma dimensão emocional incomum no cinema de Lewis, aproximando-se de modelos chaplinianos ao estabelecer uma relação afetiva entre um adulto disfuncional e uma criança órfã, deslocando o filme do puro entretenimento para um campo híbrido entre comédia e melodrama dentro do cinema clássico americano dos anos 1950.
Contexto Histórico O filme está diretamente inserido no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial, refletindo a presença militar americana no Japão durante o período de ocupação e reconstrução, bem como a continuidade desse envolvimento na Guerra da Coreia; a narrativa da turnê USO, elemento central da trama, remete a programas reais de entretenimento organizados para tropas, evidenciando o papel cultural do cinema e da performance como instrumentos de moral militar; ao mesmo tempo, o filme traduz a visão americana da Ásia no final dos anos 1950, marcada por exotização, estereótipos e uma tentativa de conciliação cultural, revelando tensões entre representação e realidade histórica.
Curiosidades de Produção A produção de The Geisha Boy ocorreu inteiramente nos Estados Unidos, apesar de sua ambientação japonesa, com locações em Los Angeles e uso extensivo de imagens de arquivo para simular o Japão, evidenciando a prática comum do sistema de estúdios da época; o filme marcou a estreia de Suzanne Pleshette no cinema, sendo posteriormente reconhecida como uma atriz de grande relevância; outro elemento notável é a participação real do time Los Angeles Dodgers em cena, registrando um momento histórico logo após sua mudança de Brooklyn para Los Angeles; além disso, o filme constitui a quarta colaboração entre Jerry Lewis e Frank Tashlin, consolidando uma parceria fundamental para a evolução do estilo visual do ator.
Erros de gravação Entre os erros identificados no filme, destaca-se a inconsistência cultural na representação dos banhos públicos japoneses, onde personagens entram na água sem cumprir o ritual de limpeza prévia, contrariando práticas reais; há também falhas técnicas visíveis, como o suporte metálico que sustenta o coelho “Harry” claramente perceptível em cena, além de inconsistências de continuidade envolvendo objetos como malas que desaparecem entre planos; erros adicionais incluem a presença de veículos e aeronaves americanos em um suposto aeroporto japonês, bem como repetição de cenários e aeronaves idênticas em locais distintos, revelando limitações da produção de estúdio.
Estilo do Diretor Frank Tashlin desenvolve em The Geisha Boy uma linguagem cinematográfica singular baseada na transposição direta de princípios da animação para o cinema live-action, utilizando enquadramentos exagerados, timing cômico preciso e manipulação visual do espaço para criar efeitos quase cartunescos; seu estilo privilegia a fisicalidade do corpo em movimento, transformando o ator em elemento gráfico dentro da mise-en-scène, além de explorar cores saturadas e composição cenográfica estilizada; simultaneamente, Tashlin demonstra interesse crescente por estruturas narrativas mais emocionais, incorporando elementos melodramáticos que contrastam com o humor absurdo, criando uma obra híbrida entre caricatura visual e drama sentimental.
Legado e Importância The Geisha Boy ocupa uma posição relevante dentro da filmografia de Jerry Lewis por representar a consolidação de sua persona solo e a transição para uma abordagem mais autoral que culminaria em suas obras dirigidas na década seguinte; o filme também evidencia a contribuição de Frank Tashlin para a linguagem visual da comédia moderna, antecipando técnicas que seriam exploradas posteriormente no cinema e na televisão; embora não tenha sido amplamente celebrado em seu lançamento, sua fusão entre slapstick e emoção influenciou a percepção crítica posterior do trabalho de Lewis, sendo hoje analisado como peça-chave na evolução do humor cinematográfico americano.
Observações Técnicas Produzido em 35mm com proporção de tela 1.85:1 e utilizando câmeras VistaVision, o filme apresenta uma estética visual característica do cinema de estúdio da década de 1950, marcada por cores saturadas e iluminação controlada; a montagem de Alma Macrorie privilegia o ritmo cômico, enquanto a fotografia de Haskell B. Boggs explora composições amplas e cenários artificiais; a trilha sonora de Walter Scharf contribui para a alternância entre humor e emoção, reforçando a estrutura híbrida da obra.
Recepção Crítica À época de seu lançamento, The Geisha Boy recebeu críticas majoritariamente mornas, com veículos como o New York Times e o Chicago Tribune apontando fragilidades no roteiro e excesso de dependência do humor físico de Jerry Lewis, considerado repetitivo e pouco sustentado narrativamente; críticos destacaram a oscilação tonal entre slapstick exagerado e sentimentalismo forçado, além da tentativa considerada pouco eficaz de parodiar obras como The Bridge on the River Kwai; contudo, avaliações posteriores passaram a reconhecer o filme como um experimento relevante dentro da carreira de Lewis, especialmente pela introdução de um eixo emocional mais consistente, aproximando-o de tradições humanistas do cinema clássico.
Nota da Curadoria The Geisha Boy ocupa um espaço singular dentro da curadoria da A Casa do Colecionador por representar uma obra de transição entre o humor puro e o cinema de sensibilidade emocional, sendo particularmente relevante para compreender a evolução autoral de Jerry Lewis e a influência visual de Frank Tashlin; trata-se de um filme que, apesar de suas irregularidades, revela camadas raramente exploradas no gênero cômico da década de 1950, oferecendo ao colecionador uma peça que transcende o entretenimento imediato e se insere como documento cultural de uma época.
Citações | Diálogos “MORE THAN GREAT COMEDY HERE’S GREAT ENTERTAINMENT”
Movimento Cinematográfico Cinema clássico hollywoodiano
Estrutura Narrativa Estrutura linear com progressão episódica baseada em gags, evoluindo para arco emocional centrado em relação paternal simbólica.
Temas Centrais Paternidade simbólica, solidão, choque cultural, pós-guerra, pertencimento.
Parcerias Criativas Jerry Lewis e Frank Tashlin (colaboração recorrente no cinema cômico dos anos 1950).
Núcleo Dramático Relação afetiva entre adulto imaturo e criança órfã que transforma fracasso pessoal em responsabilidade emocional.

Escreva um comentário

Nota: HTML não suportado.
    Ruim           Bom