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Craig Carlson é um advogado criminalista cuja segurança profissional começa a ruir quando aceita defender Myra Leeds, acusada de matar o marido, Joe Leeds. O processo já seria delicado por si só, mas Carlson está pessoalmente ligado ao casal: Joe é seu amigo, enquanto Myra se tornou a mulher por quem está apaixonado. No tribunal, ele transforma as contradições do caso em uma defesa convincente e consegue a absolvição. A vitória, porém, perde todo o significado quando uma revelação posterior demonstra que Myra não era a vítima injustamente acusada que ele acreditava proteger, mas a responsável pelo crime cuja punição ajudou a impedir.

Impossibilitado de simplesmente reconduzi-la ao banco dos réus pelo mesmo assassinato, Carlson passa a enfrentar um conflito que ultrapassa o direito e invade o campo da consciência. Sua culpa não nasce apenas de uma falha profissional: ele percebe que foi manipulado sentimentalmente, que traiu a amizade de Joe e que empregou a própria habilidade jurídica para libertar uma assassina. A partir desse ponto, o filme abandona a estrutura tradicional de investigação sobre quem cometeu o crime e concentra a tensão na tentativa do advogado de criar uma situação capaz de devolver Myra ao alcance da Justiça.

Peter Godfrey organiza essa engrenagem dramática dentro das convenções do film noir, iniciando a narrativa sob a sombra de uma morte anunciada e reconstruindo os acontecimentos por meio de um relato retrospectivo. Gravações, cartas, revelações tardias, relações sentimentais ambíguas e decisões moralmente extremas transformam Mata-me Por Favor em um noir de tribunal no qual o verdadeiro suspense não depende apenas da identidade do culpado, mas do preço que alguém está disposto a pagar para corrigir uma injustiça que ajudou a produzir. Raymond Burr constrói Carlson como um homem progressivamente esmagado pela própria consciência, enquanto Angela Lansbury concede a Myra uma presença controlada, ambígua e essencial à arquitetura psicológica da obra.


Registro da Obra
Título Original Please Murder Me
Título Mata-me Por Favor
Ano 1956
Direção Peter Godfrey
Países de origem Estados Unidos
Gênero Policial, Film Noir, Crime, Drama, Suspense
Cores Preto & Branco
Elenco Angela Lansbury, Raymond Burr, Dick Foran, John Dehner, Lamont Johnson, Robert Griffin, Denver Pyle, Alex Sharp, Lee Miller, Madge Blake, Russell Thorson, Steve Carruthers, Dick Cherney, Russell Custer, Michael Jeffers, Frank Mills, Cliff Taylor
Produtor Donald Hyde
Duração 74 Min.
Idioma Original Inglês
Compositor Albert Glasser
Fotografia Alan Stensvold
Montagem Kenneth G. Crane
Baseado em História original de Ewald André Dupont e David T. Chantler
Slogan THE DEADLIEST PACT EVER MADE!
Roteiro Al C. Ward, Donald Hyde
Registro da Edição
Legenda Árabe, Inglês, Italiano, Português, Russo
Nota de Edição Esta edição utiliza a melhor transferência digital selecionada entre os materiais disponíveis, com imagem em preto e branco satisfatoriamente preservada, boa gradação de cinza, contraste equilibrado e definição compatível com as fontes domésticas atualmente conhecidas. O áudio original em inglês é apresentado em AC3, com diálogos e trilha de Albert Glasser preservados de forma satisfatória dentro das limitações dos materiais históricos disponíveis. Comercialmente, Please Murder Me! circula principalmente em edições DVD de definição padrão; há lançamentos documentados em 480i/NTSC e também DVDs anunciados como digitalmente remasterizados, mas não foi localizada até o momento uma edição comercial oficial em Blu-ray ou UHD/4K que estabeleça um novo padrão de referência para a obra. Caso futuramente seja disponibilizada uma restauração oficial proveniente de elementos cinematográficos superiores, esta edição poderá ser atualizada a partir de uma fonte de referência de qualidade mais elevada.

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