Cleopatra - 1999
- Diretor Franc Roddam
- Código: NA-P90-7054-DRA-LT
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
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| Registro da Obra | |
| Título Original | Cleopatra |
| Título | Cleopatra |
| Ano | 1999 |
| Direção | Franc Roddam |
| Países de origem | Alemanha, Estados Unidos |
| Gênero | Drama, Histórico, Biografia, Romance, Minissérie |
| Cores | Colorido |
| Elenco | Billy Zane, Marc Antony, Timothy Dalton, Julius Caesar, Rupert Graves, Octavian, Leonor Varela, Cleopatra, John Bowe, Rufio, Art Malik, Olympos, Nadim Sawalha, Mardian, Owen Teale, Grattius, Philip Quast, Cornelius, Daragh O'Malley, Ahenobarbus, Bruce Payne, Cassius, Sean Pertwee, Marcus Brutus, David Schofield, Casca, Kassandra Voyagis, Arsinoe, Indra Ové, Charmian, Josephine Amankwah, Iris, Caroline Langrishe, Calpurnia, Elisabeth Dermot Walsh, Octavia, Ralph Brown, Guevarius, James Cosmo, Agrippa, Denis Quilley, Negotiator Senator, James Saxon, Pothinus, Amina Annabi, Jehosheba, Oded Fehr, Egyptian Captain, Stephen Jenn, Nakht, Ashley L. Clark, King Ptolemy - 12 yrs, Alexandar Francis-Lynch, Ptolemy Caesar - 6yrs, Michael Francis-Lynch, Ptolemy Caesar - 3yrs, Omid Djalili, Storemaster, Andrew Peisley, Cavalryman, Tim Barlow, Elderly Senator, Antony Bunsee, Ship's First Mate, Ace Bhatti, Sceptical Citizen, Stephen Giffin, Victor, Mark Delafield, Suetonius, Mark Hill, Dionysios, Matthew Bartlett, Theocritus, Richard Armitage, Epiphanes, Naim Khan-Turk, Eos, Simone Harper, Wet Nurse, Karim Doukkali, Egyptian General, Patrick Gordon, Assassin, Simon De Selva, Egyptian Admiral, Bouchra Ababsa, Belly Dancer, Carlton Headley, Nubian Guard, Trevor Lovell, Jon Ioannou, Egyptian Fighter, Anne Karam, Handmaiden/Beautiful Girl, Ben Youcef, Auras, Sean Cronin, High Priest, João Costa Menezes, Palace Guard, Ray Donn, Guard |
| Duração | 149 Min. |
| Áudio original | Inglês |
| Registro da Edição | |
| Legenda | Búlgaro, Inglês, Português |
| Nota de Edição | A legenda em português deste conteúdo foi gerada por meio de inteligência artificial, podendo apresentar pequenas incoerências, especialmente na aplicação de adjetivos, concordância e nuances de interpretação. Embora tenha sido revisada para melhor compreensão, recomenda-se considerar possíveis variações em relação ao texto original. | Esse conteúdo possui mais 02 arquivos o qual é disponibilizado em pasta WinRAR |
| Registro de Série | |
| Número de Temporadas | 1 |
| Tipo de Conteúdo | Minissérie |
| Quantidade de Capítulos / Episódios | 2 |
| Notas Históricas da Série | A minissérie baseia-se na figura histórica de Cleópatra VII, última rainha do Egito Ptolemaico, e cobre o período entre aproximadamente 51 a.C. e 30 a.C., incluindo sua relação com Júlio César e Marco Antônio e os eventos que culminaram na anexação do Egito por Roma. A narrativa incorpora elementos históricos reconhecidos, como o exílio de Cleópatra, sua ascensão ao poder com apoio romano e a Batalha de Ácio. No entanto, como adaptação de uma obra de ficção histórica, há simplificações e dramatizações, especialmente na caracterização de figuras como Otaviano e na sequência de certos eventos políticos, refletindo escolhas narrativas típicas do formato televisivo. |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Produzida no final da década de 1990 para televisão, a minissérie Cleopatra insere-se numa fase em que grandes produções históricas voltaram a ganhar espaço no formato televisivo, impulsionadas por avanços técnicos e pela busca de narrativas épicas em múltiplos episódios. Dirigida por Franc Roddam, a obra adapta livremente a biografia romanceada de Margaret George, apostando numa abordagem dramática e acessível ao grande público, com foco na figura feminina central. Diferente das superproduções clássicas de cinema, esta versão prioriza o desenvolvimento psicológico da protagonista e suas relações políticas, posicionando-se como uma obra televisiva ambiciosa dentro do gênero histórico |
| Contexto Histórico | A narrativa retrata o período final do Egito Ptolemaico, no século I a.C., momento marcado pela decadência da dinastia fundada após as conquistas de Alexandre, o Grande. Cleópatra VII surge como a última governante de um Egito já profundamente influenciado pela política romana, em meio a disputas internas pelo poder e à expansão territorial de Roma. O filme aborda eventos como a aliança com Júlio César e posteriormente com Marco Antônio, refletindo o processo histórico que culminaria na incorporação do Egito ao Império Romano após a Batalha de Ácio. |
| Curiosidades de Produção | A produção de Cleopatra foi concebida como um projeto televisivo de grande escala, buscando recriar o luxo e a grandiosidade das antigas superproduções épicas com orçamento e logística adaptados ao formato de minissérie. As filmagens ocorreram em locações internacionais que simulam o Egito e o mundo mediterrâneo, com cenários elaborados e figurinos detalhados para reforçar a ambientação histórica. A escolha de Leonor Varela como protagonista foi estratégica, trazendo uma interpretação que enfatiza tanto o carisma quanto a complexidade política da personagem. A minissérie também se destaca pelo esforço em equilibrar fidelidade histórica com dramatização narrativa, característica comum em produções televisivas da época. |
| Erros de gravação | A minissérie apresenta diversas imprecisões históricas, omissões relevantes e pequenos erros de continuidade. Não há qualquer menção aos três filhos de Cleópatra com Marco Antônio — Alexandre Hélio, Cleópatra Selene II e Ptolomeu Filadelfo — que historicamente foram levados a Roma após a conquista do Egito. Também não são mencionados os filhos anteriores de Marco Antônio, simplificando a complexa rede política e dinástica da época. A representação de Arsinoe é incorreta, sendo mostrada como executada no Egito, quando na realidade foi levada para Roma e executada anos depois por ordem de Marco Antônio. Há ainda erros cronológicos, como a presença de Otaviano em Roma no momento da morte de César, e a representação de Cesário como criança em 30 a.C., quando já era adolescente. A produção inclui anacronismos militares, como o uso da armadura lorica segmentata, que só surgiria posteriormente. Em termos de continuidade, observa-se inconsistência na posição do cajado e mangual em uma cena inicial, além de falhas técnicas visíveis em cenários e objetos de cena. |
| Estilo do Diretor | A direção de Franc Roddam em Cleopatra revela um domínio sólido da narrativa clássica, com ênfase na construção progressiva de conflitos políticos e emocionais. Roddam privilegia uma encenação funcional, onde a composição dos quadros serve diretamente à clareza narrativa, evitando excessos estilísticos ou experimentalismos visuais. Seu trabalho é marcado por uma abordagem quase teatral na condução das cenas, especialmente nos diálogos estratégicos entre personagens históricos, onde o peso dramático recai sobre a performance e a articulação do poder. A direção busca equilibrar o espetáculo visual — inerente ao gênero histórico — com o aprofundamento psicológico da protagonista, apresentando Cleópatra não apenas como figura icônica, mas como estrategista política inserida em um sistema de forças complexas. Essa abordagem é característica das produções televisivas épicas dos anos 1990, nas quais a prioridade era a acessibilidade narrativa aliada à reconstrução histórica. |
| Legado e Importância | Cleopatra (1999) ocupa um espaço relevante dentro da transição das grandes narrativas históricas do cinema para a televisão no final do século XX. A minissérie representa um momento em que produções televisivas passaram a assumir projetos de escala épica, anteriormente restritos ao cinema, adaptando-os a uma linguagem mais acessível sem abandonar completamente a ambição estética. Sua principal contribuição está na reinterpretação de Cleópatra como figura política complexa, afastando-se da representação puramente mitificada e enfatizando sua capacidade estratégica dentro de um cenário dominado por Roma. Embora não tenha alcançado o impacto cultural de produções cinematográficas clássicas como a versão de 1963, consolidou-se como uma das adaptações televisivas mais completas da personagem, mantendo relevância entre colecionadores e estudiosos do gênero histórico televisivo. |
| Observações Técnicas | A minissérie foi concebida como uma produção televisiva de grande escala dentro do modelo de “evento especial” da televisão norte-americana do final dos anos 1990, com orçamento estimado em cerca de 30 milhões de dólares, valor elevado para o período . Produzida pela Hallmark Entertainment e exibida pela ABC em dois episódios consecutivos, a obra adota uma estrutura híbrida entre cinema e televisão, aproximando-se de um épico fragmentado em atos contínuos . A fotografia privilegia enquadramentos fechados e médios, adaptados ao formato broadcast, compensando limitações de escala com cenografia detalhada e uso intensivo de figurinos como elemento narrativo. A direção de arte, indicada ao Emmy em 1999, evidencia a tentativa de recriar um Egito visualmente monumental através de soluções cenográficas controladas . A trilha sonora composta por Trevor Jones reforça o caráter épico com instrumentação sinfônica, enquanto a montagem privilegia continuidade dramática em detrimento de experimentação formal. Observa-se ainda uso limitado de efeitos visuais digitais, característicos da televisão da época, com soluções práticas dominando as cenas de grande escala. |
| Recepção Crítica | A recepção crítica de Cleopatra (1999) foi marcada por uma dualidade entre reconhecimento técnico e críticas à simplificação histórica. Avaliações destacaram a direção de arte, figurinos e ambientação como elementos de forte impacto visual, com sensação de autenticidade em cenários internos e iluminação . Por outro lado, críticos contemporâneos, como o New York Magazine, observaram a tendência da obra em oscilar entre rigor histórico e dramatização excessiva, aproximando-se por vezes de um espetáculo operístico mais do que de uma reconstrução histórica rigorosa . A interpretação de Leonor Varela dividiu opiniões, sendo elogiada por sua presença e criticada por falta de densidade dramática. Com o tempo, a minissérie passou a ser reavaliada dentro do contexto televisivo, sendo reconhecida como uma tentativa relevante de adaptar a narrativa épica ao formato seriado, ainda que limitada por convenções da televisão da época. |
| Nota da Curadoria | Cleopatra (1999) deve ser compreendida menos como uma reconstituição histórica definitiva e mais como um artefato representativo de um momento específico da televisão internacional, em que o épico cinematográfico buscava novas formas de sobrevivência dentro do formato seriado. Inserida no contexto das grandes produções televisivas de evento do final dos anos 1990, a obra carrega a ambição de traduzir para a linguagem doméstica uma narrativa tradicionalmente associada ao espetáculo cinematográfico, adotando estratégias de adaptação que privilegiam a inteligibilidade dramática sobre a complexidade historiográfica. Sua relevância reside precisamente nesse ponto de tensão: entre o rigor histórico e a necessidade de dramatização, entre o mito e a construção política da personagem. A Cleópatra aqui apresentada não é a figura monumentalizada do cinema clássico, mas uma interpretação moldada por exigências narrativas televisivas, mais direta, mais acessível e, paradoxalmente, mais próxima de uma leitura contemporânea da personagem como agente político. Para o colecionador, a minissérie adquire valor não apenas como representação de uma das figuras mais revisitadas da história, mas como documento de transição estética — um testemunho da migração do épico do cinema para a televisão, preservando traços de grandiosidade dentro de limites industriais e técnicos específicos. |
| Citações | Diálogos | “Eu sou o Egito” “O Egito é seu — por uma noite apenas” |
| Movimento Cinematográfico | Cinema histórico televisivo, épico televisivo, cinema de arte televisivo |