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Um camponês vive uma relação estável com sua esposa até ser seduzido por uma mulher da cidade que o convence a assassinar a esposa para fugir com ela, porém durante a tentativa o homem é tomado por culpa e decide redimir-se, iniciando uma jornada emocional intensa onde amor, perdão e redenção se tornam centrais em uma narrativa visual profundamente poética e inovadora do cinema mudo.


Registro da Obra
Título Original Sunrise: A Song of Two Humans
Título Aurora
Ano 1927
Direção F.w. Murnau
Países de origem Estados Unidos
Gênero Drama, Romance
Cores Preto & Branco
Elenco George O'Brien, Janet Gaynor, Margaret Livingston, Bodil Rosing, J. Farrell MacDonald, Ralph Sipperly, Jane Winton, Arthur Housman, Eddie Boland, Herman Bing, Sidney Bracey, Gino Corrado, Vondell Darr, Sally Eilers, Gibson Gowland, Fletcher Henderson, Leon Janney, Thomas Jefferson, Bob Kortman, F.W. Murnau, Barry Norton, Robert Parrish, Sally Phipps, Tempe Pigott, Harry Semels, Phillips Smalley, Leo White, Clarence Wilson
Duração 94 Min.
Registro da Edição
Idioma Mudo (Trilha Sonora)
Legenda Alemão, Basco, Espanhol, Inglês, Italiano, Português Europeu, Português, Russo, Ucraniano
Registro Editorial
Contexto do Filme Realizado logo após a chegada de F. W. Murnau a Hollywood, Aurora ocupa um lugar decisivo na sua carreira por unir a sofisticação visual do cinema alemão à escala industrial da Fox; o resultado é uma obra em que a fábula moral, o melodrama conjugal e a imaginação plástica convivem de modo raro, transformando uma história íntima de tentação, culpa e reconciliação num dos exemplos mais altos da maturidade artística do cinema mudo.
Contexto Histórico Aurora nasceu num momento de viragem da indústria, quando o cinema mudo se encontrava no seu auge artístico e, ao mesmo tempo, começava a ceder espaço às novas experiências sonoras; por isso, o filme concentra a sofisticação visual acumulada ao longo da década de 1920 e ainda incorpora partitura sincronizada e efeitos sonoros, tornando-se símbolo do instante em que a linguagem silenciosa alcançou uma das suas formas mais completas antes da consolidação do falado.
Curiosidades de Produção A produção foi notável pelo investimento excepcional da Fox em cenários artificiais e movimentos de câmera de grande complexidade, permitindo a Murnau criar uma cidade de dimensão quase fantasmagórica dentro do estúdio; a combinação de cenografia expressionista, fotografia de Charles Rosher e Karl Struss e encadeamentos fluidos de câmera transformou o filme num laboratório visual de altíssimo nível, frequentemente citado como exemplo raro de plena liberdade autoral dentro de um grande estúdio americano.
Erros de gravação Há cinco garrafas sobre a mesa quando o leitão a atinge, porém ao corte seguinte aparecem sete garrafas; quando o fazendeiro segura a criança, ele a coloca no colo da esposa duas vezes em sequência; durante a tempestade, o homem amarra feixes de junco à esposa como dispositivo de flutuação mesmo estando ambos em um barco de madeira que já flutuaria naturalmente.
Estilo do Diretor Em Aurora, Murnau leva ao extremo um estilo baseado em movimento contínuo de câmera, composição simbólica do espaço, contraste entre luz e sombra e expressividade corporal dos atores; em vez de confiar nos intertítulos, ele organiza a emoção pela relação entre corpos, arquitetura, paisagem e ritmo visual, criando uma encenação em que o estado interior dos personagens parece irradiar para o mundo físico, numa síntese rara entre lirismo, melodrama e precisão formal.
Legado e Importância Aurora permanece como uma das obras mais reverenciadas do cinema mundial por demonstrar até onde o filme mudo pôde chegar em sofisticação emocional e invenção formal; a consagração na primeira cerimônia do Oscar, a permanência em listas históricas do BFI e a admiração contínua de críticos e cineastas consolidaram o filme como marco do cinema de estúdio, do melodrama visual e da herança internacional de Murnau.
Observações Técnicas Filmado em 35 mm e concebido em preto e branco, Aurora articula cenários de estúdio altamente controlados com soluções de montagem e fotografia que ampliam a sensação de fluidez espacial; embora pertença ao universo do cinema mudo, a obra foi lançada com partitura musical sincronizada e efeitos sonoros, situando-se tecnicamente num ponto raro entre a tradição silenciosa e as primeiras experiências do som integrado à projeção.
Recepção Crítica Desde a estreia, Aurora foi reconhecido como um filme de distinção excepcional, embora a sua grandeza tenha crescido ainda mais com o tempo; a crítica posterior passou a vê-lo não apenas como triunfo técnico, mas como obra de rara pureza emocional e invenção cinematográfica, e hoje ele é frequentemente citado entre os maiores filmes já realizados, tanto em abordagens institucionais como em cânones de crítica especializada.
Nota da Curadoria Poucos filmes conseguem reunir com tamanha harmonia delicadeza sentimental, invenção plástica e grandeza histórica; Aurora não é apenas um clássico do cinema mudo, mas uma experiência de sensibilidade rara, em que cada deslocamento de câmera e cada modulação de luz parecem carregados de vida interior, sendo título indispensável para qualquer catálogo que pretenda representar o cinema como arte maior.
Citações | Diálogos “A Song of Two Humans”
Movimento Cinematográfico Expressionismo alemão, Cinema mudo, Cinema clássico hollywoodiano

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