Com as Horas Contadas - 1949
- Diretor Rudolph Maté
- Código: NA-DP-7059-DRA-LT
- Pontos: 1
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Um homem entra em uma delegacia para relatar um assassinato incomum: o seu próprio. Frank Bigelow, um contador comum, descobre ter sido envenenado por uma substância letal sem antídoto e passa a ter apenas alguns dias de vida. Em uma corrida contra o tempo, ele percorre Los Angeles e San Francisco em busca da verdade, reconstruindo eventos aparentemente desconexos que o levaram ao seu destino inevitável. A narrativa em flashback revela um mundo de corrupção, crime e manipulação, típico do film noir do pós-guerra, onde cada pista o aproxima da morte e da revelação final. A atmosfera urbana, os contrastes de luz e sombra e o ritmo acelerado consolidam a obra como uma das mais originais e angustiantes experiências do cinema clássico americano.
| Registro da Obra | |
| Título Original | D.O.A. |
| Título | Com as Horas Contadas |
| Ano | 1949 |
| Direção | Rudolph Maté |
| Países de origem | Estados Unidos |
| Gênero | Crime, Suspense, Drama, Film Noir |
| Cores | Preto & Branco |
| Elenco | Edmond O'Brien, Pamela Britton, Herbie Faye, Luther Adler, Beverly Garland, Lynn Baggett, William Ching, Henry Hart, Neville Brand, Laurette Luez, Jess Kirkpatrick, Cay Forester, Johnny Cash, Byrd Holland, Frank Jaquet, Lawrence Dobkin, Frank Gerstle, Carol Hughes, Michael Ross, Donna Sanborn, Bill Baldwin, Stu Nahan, Teddy Buckner, Frank Cady, Jadie Carson, Roy Engel, Douglas Evans, Sam Harris, Shifty Henry, David Jansen, Ray Laurie, Virginia Lee, Nancy Kulp, Peter Leeds, Karl Lukas, George Lynn, Harold Miller, Hugh O'Brian, Jerry Paris, Phillip Pine, Lynne Roberts, Van Streeter, Ivan Triesault, Beverly Warren, Cake Witchard |
| Duração | 84 Min. |
| Produtor | Joseph H. Nadel, Harry M. Popkin, Leo C. Popkin |
| Áudio original | Inglês |
| Registro da Edição | |
| Legenda | Espanhol, Francês, Inglês, Português, Russo |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | D.O.A. surge no auge do film noir clássico americano do pós-guerra, integrando um conjunto de produções independentes que exploravam narrativas mais ousadas fora dos grandes estúdios, distribuídas pela United Artists. A obra destaca-se pelo seu conceito narrativo inovador, no qual o protagonista investiga o próprio assassinato, antecipando estruturas modernas de thriller psicológico. Inserido na fase em que o noir consolidava sua identidade estética e temática, o filme evidencia a transição de Rudolph Maté da cinematografia para a direção, trazendo uma abordagem visual marcada por contrastes intensos, ambientes urbanos reais e ritmo acelerado, características que reforçam sua singularidade dentro do gênero. |
| Curiosidades de Produção | O filme foi produzido de forma independente e com orçamento reduzido, característica comum aos noirs distribuídos pela United Artists, o que permitiu maior liberdade criativa aos realizadores. A escolha de filmagens em locações reais em Los Angeles e San Francisco contribuiu para a autenticidade visual e documental da obra. O argumento base, envolvendo envenenamento por uma substância fictícia inspirada em elementos químicos como o irídio, dialogava com os temores da era atômica, refletindo o clima de ansiedade do período pós-guerra. Além disso, o filme marcou o início de colaborações importantes entre os roteiristas Russell Rouse e Clarence Greene dentro do universo noir. |
| Erros de gravação | Erro de continuidade na grafia do nome Philips na porta da empresa e nos créditos finais, alternando entre uma e duas letras L; inconsistência na cena do ônibus onde a porta aparece aberta externamente e fechada internamente; mudança de posição de objetos como copos em cenas de bar; discrepância de datas em jornais exibidos no filme; tiros vindos de direção oposta à mostrada na cena; figurantes observando filmagem durante perseguição; sombra da câmera visível em algumas cenas; presença de equipamentos de iluminação em cena; sombra de microfone boom visível; inconsistência no laboratório onde substância sólida é apresentada como líquida. |
| Estilo do Diretor | Rudolph Maté, oriundo da cinematografia, imprime em D.O.A. um estilo visual altamente influenciado pela fotografia clássica do cinema noir, com uso expressivo de luz e sombra, contrastes acentuados e composição urbana realista, evidenciando sua experiência anterior como diretor de fotografia em Hollywood; sua abordagem privilegia a tensão contínua, o ritmo acelerado e a construção de atmosfera opressiva, utilizando enquadramentos dinâmicos e locações reais para intensificar o senso de urgência e desorientação do protagonista, criando uma narrativa visual que combina precisão técnica com forte impacto emocional. |
| Legado e Importância | D.O.A. consolidou-se como uma das obras mais influentes do film noir, sendo reconhecido pela sua estrutura narrativa inovadora e pelo impacto duradouro no gênero de suspense psicológico; a obra foi selecionada para preservação no National Film Registry da Library of Congress por sua relevância cultural, histórica e estética, reforçando sua importância como referência dentro do cinema clássico americano e como precursor de narrativas modernas centradas na investigação existencial e na fatalidade. |
| Observações Técnicas | Produzido em preto e branco no formato padrão da época, o filme utiliza composição visual típica do cinema noir, com iluminação contrastada e forte uso de sombras; a cinematografia de Ernest Laszlo reforça o ambiente urbano e claustrofóbico, enquanto a montagem contribui para a narrativa em flashback e o ritmo acelerado; a trilha sonora de Dimitri Tiomkin complementa a tensão crescente ao longo da obra. |
| Recepção Crítica | Na época de seu lançamento, D.O.A. recebeu críticas positivas pela originalidade de seu conceito narrativo e pela intensidade de sua execução, sendo posteriormente reavaliado como um dos grandes exemplares do film noir; críticos modernos destacam sua estrutura inovadora e o ritmo acelerado, com análises posteriores classificando-o como um filme “à frente de seu tempo” e reconhecendo sua abertura como uma das mais marcantes do cinema. |
| Nota da Curadoria | D.O.A. ocupa um lugar singular dentro do catálogo do cinema noir por sua proposta narrativa radical e direta, transformando um conceito simples em uma experiência cinematográfica intensa e inesquecível; trata-se de uma obra essencial para colecionadores e estudiosos do gênero, não apenas pela sua raridade relativa no circuito comercial, mas pela forma como sintetiza o espírito fatalista do pós-guerra e antecipa estruturas modernas de suspense existencial, sendo uma peça indispensável em qualquer acervo dedicado ao cinema clássico americano. |
| Citações | Diálogos | Quero denunciar um assassinato, eu fui assassinado |
| Movimento Cinematográfico | Film Noir, Cinema clássico hollywoodiano |