Stalingrado: A Batalha Final - 1993
- Diretor Joseph Vilsmaier
- Código: NA-P2091-8039-GUE-T
- Pontos: 1
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No verão de 1942, soldados alemães condecorados após a campanha do Norte da África desfrutam de um breve período de descanso na Itália. Entre eles estão Fritz Reiser, Manfred “Rollo” Rohleder e outros integrantes de uma unidade que recebe como novo comandante o jovem tenente Hans von Witzland. A aparente tranquilidade termina quando o grupo é transportado para a União Soviética e lançado no interior da ofensiva alemã contra Stalingrado. A viagem, inicialmente atravessada pela confiança na vitória e pelas promessas de conquista difundidas pelo regime nazista, conduz os homens a uma cidade reduzida a ruínas, onde edifícios destruídos, fábricas abandonadas e passagens subterrâneas se transformam em campos de combate.
Sob o comando do capitão Musk, o pelotão participa de violentos confrontos casa a casa e sofre perdas devastadoras. A disciplina militar começa a ceder diante da exaustão, do medo e da percepção de que os soldados foram enviados para uma operação sem saída. O contato com combatentes e civis soviéticos rompe progressivamente a distância abstrata entre inimigos, enquanto a brutalidade dos oficiais alemães revela uma estrutura de poder que exige obediência mesmo quando já não existe qualquer possibilidade razoável de vitória. Após confrontarem decisões moralmente insustentáveis e desafiarem ordens superiores, alguns integrantes da unidade são rebaixados, enviados a uma companhia penal e submetidos a condições ainda mais desumanas.
Com o cerco soviético, a narrativa abandona definitivamente qualquer expectativa de aventura militar. A fome, as doenças, os ferimentos, o abandono logístico e o inverno convertem a batalha numa lenta experiência de aniquilação física e psicológica. Joseph Vilsmaier observa a derrota alemã a partir do interior de um pequeno grupo, sem transformar os invasores em heróis e sem reduzir a guerra a espetáculo. Stalingrado: A Batalha Final constrói um drama antiguerra sobre homens envolvidos numa campanha de ocupação que, diante do colapso do exército e da ideologia que os conduziu até ali, tentam preservar os últimos vestígios de solidariedade, consciência e humanidade.
| Registro da Obra | |
| Título Original | Stalingrad |
| Título | Stalingrado: A Batalha Final |
| Ano | 1993 |
| Direção | Joseph Vilsmaier |
| Países de origem | Alemanha |
| Gênero | Drama, Guerra |
| Cores | Colorido |
| Elenco | Dominique Horwitz, Thomas Kretschmann, Jochen Nickel, Sebastian Rudolph, Dana Vávrová, Martin Benrath, Sylvester Groth, Karel Heřmánek, Heinz Emigholz, Ferdinand Schuster, Oliver Broumis, Dieter Okras, Zdeněk Vencl, Mark Kuhn, Thorsten Bolloff, Alexander Wachholz, J. Alfred Mehnert, Ulrike Arnold, Christian Knoepfle, Flip Cap, Jaroslav Tomsa, Pavel Mang, Oto Ševčík, Jophi Ries, Svatopluk Říčánek, Otmar Dvorak, Karel Hábl, Thomas Lange, Karel Hlušička, Alexander Koller, Petr Skarke, Hynek Čermák, Čestmír Řanda, Jan Přeučil, Bohumil Švarc, Pirjo Leppänen, Aale Mantila, Theresa Vilsmaier, Janina Vilsmaier, Oliver Steindler, Jana Matulová-Steindlerová, Karel Heřmánek Jr., Pavel Zelízko |
| Produtor | Hanno Huth, Günter Rohrbach, Bob Arnold, Mark Damon, Michael Krohne, Joseph Vilsmaier, Rainer Grupe |
| Duração | 134 Min. |
| Idioma Original | Alemão |
| Idiomas Presentes | Alemão, Russo |
| Formato de Cor | Eastmancolor |
| Compositor | Enjott Schneider |
| Fotografia | Joseph Vilsmaier, Rolf Greim, Klaus Moderegger, Peter von Haller |
| Montagem | Hannes Nikel |
| Slogan | Bis zum letzten Mann... |
| Roteiro | Jürgen Büscher, Johannes Heide, Joseph Vilsmaier, Christoph Fromm |
| Registro da Edição | |
| Legenda | Búlgaro, Coreano, Dinamarquês, Esloveno, Espanhol, Finlandês, Hebraico, Holandês, Inglês, Norueguês, Português do Brasil, Português Europeu, Romeno, Russo, Sérvio |
| Nota de Edição | Esta edição preserva o alemão como idioma original predominante, refletindo o ponto de vista narrativo de um grupo de soldados da Wehrmacht e a convivência entre praças, oficiais, médicos e membros do comando alemão. O russo surge de maneira secundária, mas dramaticamente relevante, nos contactos com combatentes, prisioneiros e civis soviéticos. É ouvido na viagem para o território ocupado, quando os soldados ensaiam expressões como «Давай» — “Davai”, no sentido de “vamos” ou “mais depressa”, e «Руки вверх» — “Ruki vverkh”, “mãos ao alto”; nos confrontos dentro e nos arredores da fábrica; durante a trégua organizada para recolher os feridos; nas breves comunicações com o jovem Kolja; no encontro de Hans von Witzland com Irina nos subterrâneos; e nas cenas envolvendo soviéticos capturados ou feridos. Em vários desses momentos, o filme alterna russo, alemão rudimentar e comunicação por gestos, evidenciando a dificuldade de entendimento entre os dois lados. Assim, o cadastro correto é Alemão, Russo, com a observação de que o alemão constitui a língua amplamente dominante da obra. IMDb e registros internacionais identificam alemão e russo entre os idiomas do filme, enquanto a transcrição dos diálogos confirma o emprego das expressões russas mencionadas. |