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O Solteirão Cobiçado | Solteirão Cobiçado - 1947

  • Diretor Irving Reis
  • Código: NA-P2043-8036-CRO-LT
  • Pontos: 1
  • Disponibilidade: Em estoque
R$12,90

Opções disponíveis

Etiquetas: O Solteirão Cobiçado, The Bachelor and the Bobby-Soxer, 1947, Irving Reis, Sidney Sheldon, Cary Grant, Myrna Loy, Shirley Temple, Rudy Vallée, Ray Collins, Harry Davenport, Johnny Sands, Dan Tobin, Lillian Randolph, Veda Ann Borg, Carol Hughes, Leigh Harline, Nicholas Musuraca, Robert De Grasse, Frederic Knudtson, Albert S. D’Agostino, Carroll Clark, Dore Schary, David O. Selznick, RKO Radio Pictures, Vanguard Films, Estados Unidos, cinema americano, Hollywood clássico, Era de Ouro de Hollywood, cinema do pós-guerra, cinema dos anos 1940, comédia, romance, comédia romântica, comédia screwball, comédia de costumes, romance sofisticado, filme vencedor do Oscar, Oscar de melhor roteiro original, paixão adolescente, amor juvenil, amadurecimento, conflito de gerações, choque geracional, diferença de idade, relações familiares, irmãs, tutela familiar, juíza, tribunal, artista plástico, pintor, juventude americana, cultura adolescente, vida escolar, sociedade americana, comportamento juvenil, reputação social, respeitabilidade, identidade social, liberdade individual, solteirice, convenções amorosas, mal-entendidos, encontros românticos, triângulo amoroso, humor verbal, humor físico, inversão de papéis, grandes atuações, Cary Grant clássico, Myrna Loy clássico, Shirley Temple adolescente, clássicos essenciais, filmes premiados, filmes para rir, filmes para relaxar, filmes para assistir em família, filmes para conhecer Hollywood clássico, filmes que resistiram ao tempo, clássicos para colecionadores, coleção Cary Grant, coleção Myrna Loy, coleção Shirley Temple, cinema em preto e branco


Richard “Dick” Nugent é um artista nova-iorquino sofisticado, espirituoso e firmemente dedicado à vida de solteiro. Sua segurança social, porém, começa a ser abalada depois que uma confusão em uma casa noturna o leva diante da juíza Margaret Turner, uma mulher inteligente, disciplinada e pouco inclinada a tolerar as ambiguidades do comportamento masculino. Embora o episódio pareça encerrado no tribunal, o encontro estabelece o primeiro elo entre duas personalidades igualmente independentes, acostumadas a proteger a própria liberdade por meio da ironia, da autoridade e do autocontrole.


Pouco depois, Nugent é convidado a falar sobre arte em uma escola e desperta a admiração de Susan Turner, uma estudante de dezessete anos que transforma o interesse intelectual pelo visitante em uma paixão romântica imediata. Susan é justamente a irmã mais nova e tutelada de Margaret. Perspicaz, imaginativa e emocionalmente intensa, a jovem interpreta os gestos de Nugent segundo as convenções sentimentais que alimentam sua visão do mundo, convertendo um encontro casual em prova de uma ligação especial. O artista, sem perceber a dimensão do entusiasmo que provocou, torna-se o centro de uma fantasia adolescente cujas consequências rapidamente ultrapassam o ambiente escolar.


A situação se agrava quando Susan entra escondida no apartamento de Nugent e acaba sendo encontrada ali adormecida. O episódio ameaça a reputação do artista e cria um problema familiar, social e jurídico. Para evitar um escândalo e fazer com que a jovem abandone sua idealização, Margaret e os demais adultos elaboram uma solução incomum: Nugent deverá acompanhar Susan em uma série de encontros até que a convivência revele uma figura menos fascinante do que aquela criada por sua imaginação. O plano obriga o elegante solteirão a frequentar o universo dos adolescentes, competir com rapazes mais jovens e assumir deliberadamente comportamentos ridículos para destruir a imagem romântica que Susan construiu.


Entretanto, quanto mais Nugent tenta parecer inadequado, mais imprevisível se torna a experiência. As atividades escolares, os encontros sociais, as competições recreativas e as sucessivas tentativas de controlar Susan transformam-se em um elaborado jogo de equívocos. O artista passa a reproduzir roupas, expressões e atitudes juvenis, enquanto Tommy Chamberlain, pretendente de Margaret, procura reafirmar sua própria posição dentro daquele arranjo afetivo. O contraste entre a elegância adulta de Nugent e os códigos da cultura adolescente sustenta uma comédia física e verbal em que cada personagem perde temporariamente o domínio da imagem que deseja projetar.


No decorrer dessa convivência forçada, a relação mais significativa deixa de ser a paixão de Susan e passa a surgir entre Nugent e Margaret. Por trás da rigidez profissional da juíza, ele reconhece uma mulher espirituosa, sensível e tão resistente aos compromissos sentimentais quanto ele próprio. Margaret, por sua vez, começa a perceber que o comportamento irreverente do artista não corresponde à irresponsabilidade que inicialmente lhe atribuíra. A aproximação desenvolve-se através do confronto: os dois discutem, desconfiam das intenções um do outro e tentam preservar sua autoridade, mas descobrem gradualmente uma afinidade construída sobre inteligência, independência e capacidade de desafiar convenções.


Irving Reis conduz O Solteirão Cobiçado segundo a mecânica refinada da comédia screwball, organizando encontros, mal-entendidos, inversões de posição e choques entre gerações com ritmo preciso. Cary Grant explora o contraste entre elegância e absurdo, permitindo que seu personagem abandone a postura de homem cosmopolita para participar de situações deliberadamente juvenis. Myrna Loy oferece a Margaret uma combinação de autoridade, ironia e vulnerabilidade contida, enquanto Shirley Temple constrói Susan como uma adolescente articulada, teatral e plenamente consciente do poder de suas emoções. A narrativa encontra sua força na interação entre os três intérpretes, evitando que qualquer personagem seja reduzido a simples função cômica.


Mais do que uma história sobre uma paixão adolescente equivocada, o filme observa como diferentes gerações constroem identidades a partir das expectativas sociais. Susan experimenta o amor como representação idealizada; Nugent defende a solteirice como sinal de liberdade; Margaret transforma a autoridade em proteção contra a instabilidade emocional. Ao colocar essas posições em conflito, a obra revela que adultos e jovens podem ser igualmente vulneráveis às fantasias que criam a respeito de si mesmos. O humor nasce não apenas das circunstâncias, mas da distância entre aquilo que os personagens acreditam controlar e o que seus sentimentos efetivamente produzem.


Realizada em 1947, a comédia preserva um retrato particular da cultura urbana e juvenil dos Estados Unidos no pós-guerra, quando a figura da adolescente começava a adquirir maior visibilidade social e cinematográfica. Sem abandonar a leveza, O Solteirão Cobiçado transforma essa mudança cultural em matéria dramática, aproximando o romance sofisticado da comédia de costumes. O resultado é uma obra de Hollywood clássico marcada pelo diálogo ágil, pela precisão das atuações e por uma estrutura narrativa em que a desordem sentimental funciona como caminho para o reconhecimento afetivo.


Registro da Obra
Título Original The Bachelor and the Bobby-Soxer
Título O Solteirão Cobiçado | Solteirão Cobiçado
Ano 1947
Direção Irving Reis
Países de origem Estados Unidos
Gênero Comédia, Romance, Comédia Romântica, Comédia Screwball
Cores Preto & Branco
Elenco Cary Grant, Myrna Loy, Shirley Temple, Rudy Vallee, Ray Collins, Harry Davenport, Johnny Sands, Don Beddoe, Lillian Randolph, Veda Ann Borg, Dan Tobin, Ransom M. Sherman, William Bakewell, Irving Bacon, Ian Bernard, Carol Hughes, William Hall, Gregory Gaye
Duração 95 Min.
Idioma Original Inglês
Registro da Edição
Dublagem Português
Legenda Árabe, Espanhol, Francês, Grego, Inglês, Italiano, Português, Romeno

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