20 Quilos de Confusão - 1962
- Diretor Norman Jewison
- Código: NA-P58-248-COM-LT
- Pontos: 1
- Disponibilidade: Em estoque
Opções disponíveis
Etiquetas: 40 Pounds of Trouble, Norman Jewison, 1962, Tony Curtis, Suzanne Pleshette, Larry Storch, Howard Morris, Edward Andrews, Stubby Kaye, Warren Stevens, Kevin McCarthy, gangster, fronteira entre Nevada e Califórnia, homem procurado, não pagar pensão alimentícia à sua ex-esposa, advogado,
Steve McCluskey é o gerente do Villa D'Oro Hotel and Casino em Lake Tahoe, de propriedade do gangster Bernie Friedman, apelidado de "The Butcher". A instalação, na verdade, fica na fronteira entre Nevada e Califórnia, o que é um pouco problemático para Steve, já que ele é um homem procurado na Califórnia por não pagar pensão alimentícia à sua ex-esposa Liz McCluskey, pagamento que ele se recusa a fazer, mesmo que apenas por causa de princípio de que ela só quer o dinheiro por despeito. Existem várias pessoas com autoridade, incluindo o advogado de Liz, Louie Blanchard, que estão à espreita para atacar Steve se ele algum dia estiver na Califórnia. Embora não seja avesso à companhia de mulheres casualmente, Steve azedou com a ideia de se casar novamente. Steve e Chris Lockwood, que acaba de ser contratado como cantor principal no teatro do hotel, imediatamente discordam sobre seus desejos para o show dela. Steve, que acredita que ela tem um sentimento de direito por ter sido apresentada a ele como a "sobrinha" de Bernie ", que é um eufemismo para a namorada de Bernie. Mas Steve acaba tendo um problema maior quando algo é encontrado abandonado no hotel por um jogador recém-falecido: sua filha de cinco anos, Penny Piper. Ao cuidar de Penny para não querer colocá-la em mais perigo enquanto esperam o retorno de seu pai, Steve enfrenta um problema maior na instalação, potencialmente perdendo sua licença de jogo em Nevada se ela, menor de idade, for descoberta na propriedade. À medida que Steve e sua equipe passam a ter uma queda por Penny, ele, fora das circunstâncias ao perceber que o pai dela não retornará, corre o risco de ser pego pelos capangas de Liz ao querer conceder a Penny seu desejo de uma viagem à Disneylândia, acompanhado por Chris, que realmente é sobrinha de Bernie e não sua namorada, para que viajem incógnitos como uma jovem família. Mas essa fachada pode ser algo que Penny vê como realidade, o que só pode acontecer se Steve ficar longe de problemas, não apenas com os capangas de Liz, mas com Bernie, que não aceitaria muito bem a perda de sua licença.
| Registro da Obra | |
| Título Original | 40 Pounds of Trouble |
| Título | 20 Quilos de Confusão |
| Ano | 1962 |
| Direção | Norman Jewison |
| Países de origem | Estados Unidos |
| Gênero | Comédia, Romance |
| Cores | Colorido |
| Elenco | Tony Curtis, Suzanne Pleshette, Larry Storch, Howard Morris, Edward Andrews, Stubby Kaye, Warren Stevens, Mary Murphy, Kevin McCarthy, Karen Steele, Tom Reese, Steve Gravers, Paul Comi, Ford Rainey, Gregg Palmer, Sharon Farrell, David Allen, Claire Wilcox, Phil Silvers, Richard Alden, Leon Alton, Jim Bannon, Slim Bergman, Nicky Blair, Croftt Brook, George Bruggeman, Boyd Cabeen, Charles Cirillo, Russell Custer, Tony Dante, Bess Flowers, Rudy Germane, Kenneth Gibson, Bobby Gilbert, Joseph Glick, Strother Martin, James Gonzalez, Gerald Gordon, Herschel Graham, Joe Gray, Chester Hayes, Hallene Hill, Charles Horvath, Eugene Jackson, Freda Jones, Kenner G. Kemp, Helen Kleeb, Jack La Rue, Diane Ladd, Syl Lamont, Ramon Martinez, John McKee, Allyn Ann McLerie, Tito Memminger, Tina Menard, Harold Miller, Richard Mulligan, Fred Perce, Jean Ransome, Anthony Redondo, Ruth Robinson, Bill Scully, Sammy Shack, Jack Tornek, Charles Victor, Judith Woodbury |
| Duração | 106 Min. Aprox. |
| Áudio original | Inglês |
| Registro da Edição | |
| Legenda | Inglês, Português |
| Registro Editorial | |
| Contexto do Filme | Inserido no início da década de 1960, o filme marca a transição de Norman Jewison da televisão para o cinema, sendo seu primeiro longa-metragem e refletindo fortemente a linguagem televisiva ainda presente em sua estrutura narrativa, com ritmo episódico e ênfase em diálogos; produzido no contexto da indústria hollywoodiana clássica em fase de adaptação a novas práticas, o projeto também evidencia o papel crescente de atores-produtores, como Tony Curtis, que utilizou sua própria empresa para desenvolver o filme e consolidar maior autonomia criativa; ao mesmo tempo, a obra se destaca como um raro exemplo de integração entre cinema e espaço real de entretenimento, ao incorporar a Disneylândia não apenas como cenário, mas como elemento ativo da narrativa, antecipando práticas de filmagem em locações reais que se tornariam mais comuns na década seguinte. |
| Curiosidades de Produção | A produção do filme é marcada por um feito inédito na história do cinema: foi o primeiro longa-metragem autorizado por Walt Disney a filmar dentro da Disneylândia, após a aprovação direta do roteiro pelo próprio Disney, que anteriormente havia recusado diversos projetos semelhantes; as filmagens ocorreram durante o funcionamento normal do parque, criando desafios logísticos significativos, incluindo controle de multidões e integração de visitantes reais com figurantes; a equipe enfrentou dificuldades técnicas, como cabos presos em equipamentos aquáticos e exigências legais relacionadas à presença de crianças no set, levando à criação de espaços improvisados para educação durante as filmagens; além disso, o filme marcou a estreia de Norman Jewison como diretor de cinema, após uma carreira consolidada na televisão. |
| Erros de gravação | Erro de continuidade envolvendo cabine telefônica que desaparece entre cenas, inconsistências geográficas dentro da Disneylândia e incoerência sonora com apito de barco audível em área distante. |
| Estilo do Diretor | Neste primeiro longa-metragem, Norman Jewison ainda não apresenta plenamente a maturidade estilística que caracterizaria suas obras posteriores, mas já demonstra uma atenção particular aos espaços sociais e ao comportamento humano dentro de ambientes estruturados, como cassinos, escritórios e parques temáticos; sua abordagem privilegia a observação funcional do ambiente, utilizando a mise-en-scène para integrar personagens ao espaço físico de maneira orgânica, algo que seria aprofundado em filmes futuros; o ritmo narrativo, ainda influenciado por sua experiência televisiva, revela uma construção episódica e dependente de diálogos, com encadeamento linear das situações; no entanto, já se percebe um interesse pela interação entre indivíduo e sistema social, elemento recorrente em sua filmografia posterior, indicando um estágio inicial de um estilo que evoluiria para uma abordagem mais sofisticada e socialmente consciente. |
| Legado e Importância | Embora não seja considerado um marco canônico do cinema americano, o filme possui relevância histórica significativa por ter sido o primeiro longa-metragem autorizado a filmar dentro da Disneylândia, tornando-se um documento visual raro da cultura de entretenimento dos anos 1960; além disso, representa o ponto inicial da carreira cinematográfica de Norman Jewison, que viria a se tornar um dos diretores mais influentes de sua geração; sua importância também reside na continuidade de uma tradição narrativa baseada em Damon Runyon, refletindo a persistência de temas ligados ao jogo, moralidade e relações humanas; como registro cultural, o filme ganha valor retrospectivo, especialmente pela preservação de um espaço icônico em sua forma original. |
| Observações Técnicas | Produzido dentro dos padrões industriais do cinema hollywoodiano clássico, o filme foi realizado em película 35mm, utilizando sistema de cor Eastman Color e formato widescreen Panavision, características típicas das produções de estúdio da época; a fotografia de Joseph MacDonald privilegia uma abordagem funcional, com iluminação clara e composição voltada para a legibilidade da ação, especialmente em ambientes complexos como cassinos e parques; o uso de locações reais, particularmente na Disneylândia, introduz uma dimensão quase documental à imagem, contrastando com a artificialidade tradicional dos estúdios; a montagem segue estrutura linear convencional, reforçando a clareza narrativa e o ritmo episódico. |
| Recepção Crítica | A recepção crítica contemporânea foi majoritariamente negativa, com destaque para a avaliação do The New York Times, que classificou o filme como excessivamente promocional e criticou seu roteiro por falta de sofisticação, apontando ainda uma estética próxima à televisão e ausência de profundidade narrativa; críticos observaram que a obra funcionava mais como vitrine para o cassino e a Disneylândia do que como construção cinematográfica consistente; análises posteriores tendem a suavizar esse julgamento, reconhecendo seu valor como documento cultural e sua leveza como comédia de entretenimento, embora ainda o considerem irregular em termos estruturais. |
| Nota da Curadoria | Dentro do catálogo de uma cinemateca dedicada ao cinema clássico e às obras de circulação restrita, este título assume valor particular não apenas pelo seu conteúdo narrativo, mas sobretudo pela sua condição histórica enquanto documento audiovisual raro de um espaço icónico da cultura americana em pleno funcionamento; embora não seja uma obra de prestígio crítico, a sua relevância emerge da combinação entre indústria, espetáculo e registro cultural, situando-se numa zona híbrida entre produto comercial e arquivo visual; para o colecionador, o interesse reside na singularidade das filmagens em locação real, na estreia de um cineasta que posteriormente alcançaria reconhecimento internacional e na permanência de uma tradição narrativa associada ao universo de Damon Runyon; trata-se, portanto, de uma peça de interesse curatorial, cuja importância cresce no contexto de preservação e estudo do cinema de estúdio em transição. |
| Citações | Diálogos | "Nobody can sleep fifteen hours." "Well, Judge, you can pass the buck up and down, but when it gets to Bernie the Butcher it don't go no further." |
| Movimento Cinematográfico | Cinema clássico hollywoodiano |